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Operação Resgate fecha 40 espaços religiosos


Polícia Nacional de Angola faz balanço da primeira semana da operação que levou à prisão de mais de 500 pessoas

A polícia angolana anunciou na terça-feira, 13, ter encerrado 34 "templos de adoração" e cinco "locais de culto", dos quais 19 em Cabinda, 11 em Luanda e quatro em Malanje, por alegamente funcionarem “sem documentação e em locais inapropriados”.

Vários locais de culto religioso encerrados em Angola - 3:06
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A acção tem lugar no quadro da Operação Resgate e coincide com o fim dos 30 dias que o Governo deu para as confissões religiosas regularizarem a sua situação.

O director nacional para os Assuntos Religiosos do Ministério da Cultura, Castro Maria, afirmou que a actuação de muitas confissoes religiosas ilegais“coloca em causa a própria segurança do país”.

Dados do Governo indicam que 50 por cento das igrejas implantadas no país são estrangeiras, provenientes da República Democrática do Congo, Brasil, Nigéria e Senegal.

A mesma fonte aponta que pelo menos 1.116 das denominações religiosas funcionam sem reconhecimento das autoridades governamentais que legalizaran apenas 83 igrejas.

Entretanto na conferência de imprensa que serviu de balanço da primeira semana da Operação Resgate” o director do Gabinete de Informação da Polícia Nacional, comissário Orlando Bernardo, disse que foram detidos 509 cidadãos suspeitos de crimes diversos, que permitiram esclarecer 471 casos em investigação e apreendidos mais 500 quilogramas de liamba.

A Operação Resgate, ainda segundo Bernardo, permitiu também apreender 47 armas de fogo, 1.140 munições, seis cartuxos e 35 carregadores.

A operação levou também ao encerramento de três locais de tratamento dentário por "más condições de funcionamento" e à aplicação de multas a outras seis por falta de pagamento de impostos, na província de Luanda.

Outras detenções foram feitas.

O Governo tem reiterado que a operação visa reforçar a autoridade do Estado em todos os domínios, reduzir os principais factores que geraram desordem e insegurança, bem como os da violência urbana e da sinistralidade rodoviária, aperfeiçoar os mecanismos e instrumentos para a prevenção e combate à imigração ilegal e proibir a venda de produtos não autorizados em mercados informais.

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