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ONU insta Presidente guineense a nomear um PM à luz do Acordo de Conacry

  • Redacção VOA

Conselho de Segurança debate Guiné-Bissau

Conselho de Segurança reitera confiança no Acordo de Conacry e diz estar preparado para tomar medidas

O Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas instou o Presidente da Guiné-Bissau "a nomear um primeiro-ministro que respeite as disposições do Acordo de Conakry”, assinado no ano passado entre os principais actores políticos do país, sob a mediação da Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDEAO).

Numa reunião realizada na noite de quinta-feira, 11, em Nova Iorque, os 15 membros do CS “manifestaram a sua profunda preocupação com a prolongada crise política e institucional na Guiné-Bissau, como resultado da incapacidade dos actores políticos de chegarem a uma solução duradoura e consensual, conduzindo ao actual impasse”.

Em comunicado divulgado na madrugada desta sexta-feira, 12, o órgão elogiou “os esforços e a liderança da CEDEAO e congratularam-se com a visita da sua missão ministerial de alto nível a Bissau, a 23 e 24 de Abril de 2017” e reafirmou o Acordo de Conakry como ”quadro-base para a resolução da crise política”.

“O Conselho exortou as partes interessadas a absterem-se de acções susceptíveis de agravar as tensões e incitar à violência, e a respeitarem e cumprirem rigorosamente o Acordo de Conakry, bem como o roteiro estabelecido pela CEDEAO como meio para abordarem as suas diferenças e os desafios que enfrentam”, diz o comunicado.

Os representantes dos 15 membros do órgão, “convidaram o Presidente Vaz a nomear um primeiro-ministro que respeite as disposições do Acordo de Conakry” e reiteraram o seu compromisso de continuar a acompanhar a actual crise política.

Confiança perdida

O CS ainda afirmou estar preparado para “tomar as medidas necessárias para dar resposta ao agravamento da situação na Guiné-Bissau”.

Além de revelar a sua preocupação com a população civil da Guiné-Bissau “que sofre os efeitos negativos da crise política”, o Conselho lembrou que a implementação do Acordo de Conacry “pode ser uma forma de restabelecer a confiança dos parceiros e permitir que a comunidade internacional cumpra os compromissos assumidos durante a Conferência de Bruxelas de Março de 2015 na qual apoiou o programa "Terra Ranka", que visa o desenvolvimento da Guiné-Bissau”.

No extenso comunicado, “os membros do Conselho de Segurança elogiaram as forças de defesa e de segurança por não terem continuado a interferir na situação política na Guiné-Bissau e exortaram-nas vivamente a manter a mesma postura”.

Os signatários do documento manifestaram também o seu apoio ao representante especial do secretário-geral das Nações Unidas em Bissau Modibo Touré e às organizações sub-regionais que trabalham para a resolução da crise política na Guiné-Bissau.

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