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Associações angolanas condenam acções da polícia contra manifestantes


Handeka e Mosaiko-Instituto para a Cidadania dizem que não se pode voltar ao tempo de impedir a liberdade de expressão

Continua a onda de repúdio à forma como a Polícia Nacional (PN) abordou a manifestação do dia 24, contra o desemprego e a favor das eleições autárquicas.

ONGs angolanas condenam violência policial - 1:18
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A Handeka e a Mosaiko-Instituto para a Cidadania divulgaram uma nota de repúdio contra o que chamam de "regresso a práticas antigas de violência, actos antidemocráticos e contra a liberdade de expressão".

As duas organizações dizem que não vão permitir um recuo neste capitulo.

Luaty Beirão, que falava em nome das duas organizações, afirmou que condenam a forma como a PN tratou os manifestantes e repudiam também como o Executivo de João Lourenço geriu a situação.

"O nosso veemente repúdio ao Governo pela forma violenta em que reprimiu a realização de um direito consagrado na constituição, a forma brutal como o Estado geriu a situação foi vergonhosa e nós não mais vamos aceitar que regressemos a um tempo de repressão em que ninguém podia falar, emitir criticas a quem governa, não podemos aceitar", destacou aquele activista.

Num comunicadom, a Mosaiko-Instituto para a Cidadania afirmou, por outro lado, ser lamentavelque a Comissão Multissectorial de Combate ao Coronavírus tenha ignorado o potencial de tensão ao introduzir novas medidas restritivas, horas antes da manifestação do passado sábado.

A organização pediu por espeito pela constituição por parte do Governo, o julgamento de todos os presos e a responsabilização crivil e criminal dos agentes da PN pelas ofensas corporais cometidas contra os manifestantes e profissionais de comunicação social.

A Mosaiko apelou também aos cidadãos e cidadãs que se juntaram à manifestação e à população no geral a continuarem, por vias pacíficas, "a exigir os direitos constitucionalmente consagrados, sem pôr em causa ou fazer desmerecer os direitos de outrem".

Cerca de 100 pessoas foram detidas pela PN e estão a ser julgadas nesta terça-feira, 27, no Tribunal Provincial de Luanda.

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