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Oficiais de Justiça da Guiné-Bissau avançam com greve amanhã

  • Lassana Casamá

Justiça em Bissau paralisada

Protesto dura cinco dias e é o segundo em duas semanas

Os oficiais de Justiça da Guiné-Bissau começam na quarta-feira, 22, uma greve de cinco dias.

Todos os serviços das secretarias judiciais e privativas do Ministério Público vão estar encerrados a partir das 7 horas de amanhã, de acordo com o pré-aviso de greve entregue ao Governo, depois de mais uma ronda negocial sem sucesso com o ministro da Justiça, Rui Sanhá.

Esta é a segunda vaga de greve dos oficiais de justiça no espaço de duas semanas, para revindicar a efectivação do pessoal contratado há mais de 17 anos,pagamento de salários referentes às promoções já e aquisição de viaturas para o transporte colectivo do pessoal, entre outros reivindicações.

Pedro Gomes, porta-voz da Comissão da Greve, disse à VOA haver a falta de vontade negocial por parte do Governo porque “até neste momento, ninguém se dignou em convocar o sindicato para sentar à mesa e negociar os pontos em causa.

Face a esta realidade, Sindicato dos Oficiais de Justiça considera que “o Governo terá de arcar com as consequências”.

“O fecho dos tribunais, a nível nacional, deve ser uma preocupação para o Governo porque esta paralisação afectará o poder judicial na sua totalidade”, avisou Gomes.

Em nota, o ministro da Justiça refuta a acusação do sindicato, segundo a qual, ele, Rui Sanha, teria afirmado “que não foi mandatado pelo Executivo para se reunir com a comissão da greve e que estava na recente reunião negocial, a titulo pessoal”.

O Ministério da Justiça referiu, por outro lado, ter informado o Sindicato dos Oficiais da Justiça sobre a criação de uma comissão com o objetivo de resolver a polémica questão do Cofre Geral dos Tribunais, enquanto um dos pontos de revindicação dos oficiais de Justiça.

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