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Novo comandante da Polícia angolana diz que acção em tribunal é produto de "oportunistas"


Paulo Almeida acusa "alguns" funcionários da Procuradoria de conivência no processo

O comandante geral da Polícia Nacional (PN) de Angola, comissário-chefe Paulo Gaspar de Almeida, empossado nesta quinta-feira, 2, reconheceu estar a decorrer contra ele um recurso junto do Tribunal Supremo contra um caso que ele ganhou em primeira instância.

Nomeado há dois dias pelo Presidente João Lourenço para o cargo, Almeida diz aguardar o desfecho do caso com serenidade.

Novo comandante da polícia angolana defende-se de acusaçoes de burla - 1:52
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"Uma sentença passada em julgado a meu favor no tribunal civil, a justiça existe a procuradoria existe, os tribunais existem e estão a tratar deste caso, e não afecta a nada”, declarou Almeida à imprensa depois da sua posse.

O comandante geral diz ser uma “pessoa de bem” e que respeita os direitos dos outros.

No entanto, ele acusa o queixoso de fazer parte duma quadrilha de invasores.

Almeida explicou que o terreno em causa foi-lhe atribuído e ao seu irmão em 1998 pelo Gabinete de Desenvolvimento Agrícola do Kikuxi (GADAHK) e que existem documentos a comprovar.

“Depois de termos essa parcela houve um cortejo de invasores, um dos quais até me levou a tribunal”, disse o comandante da PN que acusou “oportunistas” de o levarem a tribunal “com conivência de alguns funcionários da procuradoria geral”.

“Sou uma pessoa de linha, tenho educação, tenho formação, respeito a lei, respeito o próximo e respeito a dignidade humana”, conclui Paulo Gaspar de Almeida, que substituiu o comissário, Alfredo Eduardo Manuel Mingas “Panda”, exonerado a seu pedido por estar envolvido num acidente em Luanda que resultou em duas mortes.

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