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Nova coligação liderada pela Renamo não garante vitória eleitoral, advertem politólogos

  • André Baptista

Afonso Dhlakama, líder da Renamo, principal partido da oposição em Moçambique.

Yá-Qub Sibindy, líder do Pimo, diz que a união de partidos evitará a dispersão de votos nas próximas eleições.

Politólogos moçambicanos dizem que a coligação formada por de 40 partidos extraparlamentares e a Renamo, anunciada na segunda-feira, 29, não é suficiente para a vitória nas próximas eleições gerais de 2019.

Eles alertam que poderão ocorrer falhas sistemáticas tal como aconteceu com a anterior coligação Renamo-União eleitoral, que consideram não ter alcançado resultados significativos.

“Uma coligação só como tal não basta, já tivemos uma Renamo União Eleitoral que se desfez sem os resultados palpáveis, e repetir isso seria um simples baile” disse Edson Isaías, afiançando que “é preciso não dispersar os votos da oposição, mas para isso deve haver uma estratégia funcional, para garantir que todos os votos sejam expressivos”.

Outro politólogo, Evaraldo Baptista disse que a coligação precisa de estruturar um mecanismo que garanta a funcionalidade do grupo, com objectivos claros nas eleições, para não se tornar mais uma coligação.

“Se os partidos aceitam uma coligação, pode ser um princípio de restruturação da actuação da oposição em Moçambique, face as incoerências politicas assistidas nos últimos dias, que tem dado espaço a oposição, pelo menos na zona centro e norte”.

Para Baptista, se a oposição tiver planos claros poderá tirar vantagens das assimetrias expostas pelo partido no poder.

Recordando que as eleições moçambicanas são marcadas por “reclamações de vitórias orquestradas”, Isaías acrescentou que a ausência de estratégias eleitorais claras na oposição tem alimentado as fraudes.

O presidente do Partido Independente de Moçambique (PIMO), anunciou na segunda-feira a coligação de 40 partidos extraparlamentares para apoiar a Renamo e o seu líder, Afonso Dhlakama, nas eleições gerais de 2019.

Yá-Qub Sibindy defendeu a união de partidos para evitar a dispersão de votos nas próximas eleições, assumindo a medida como uma mudança de sistema, para enfrentar a Frelimo, que governa há mais de 40 anos.

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