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Netanyahu quer anexar partes da Cisjordânia com apoio de Trump


Agricultores palestinianos no Vale do rio Jordão

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, diz que está "confiante" que Israel poderá anexar partes da Cisjordânia dentro de alguns meses com o apoio do governo Trump.

"Seremos capazes de celebrar outro momento histórico na história do sionismo", disse Netanyahu, via video, a um grupo de cristãos evangélicos europeus que apoiam fortemente Israel.

Israel tenciona declarar soberania sobre o vale do Jordão, estrategicamente vital, e sobre todos os colonatos judeus na Cisjordânia.

Israel ocupa a Cisjordânia desde a sua captura na Guerra dos Seis Dias, em 1967. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiou a anexação israelita ao revelar detalhes de seu plano de paz para o Médio Oriente, em janeiro, aprovando o que Netanyahu chama de "zona tampão" contra terroristas.

Cerca de 500 mil judeus vivem em colonatos na Cisjordânia - muitos deles americanos que emigraram para o que eles insistem em ser seu legítimo lar bíblico. Até agora, não houve nenhuma reação dos palestinianos ao discurso de Netanyahu, mas eles já declararam morto o plano de paz de Trump.

Os palestinianos querem a Cisjordânia para um estado independente, com Jerusalém oriental como a sua capital. O plano de paz de Trump inclui um estado palestiniano, mas com inúmeras condições.

Responsáveis da ONU e da União Européia alertaram contra a anexação israelita da Cisjordânia, chamando-a de ilegal e uma medida que iria fazer explodir um barril de pólvora no Médio Oriente.

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