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Nato projecta reformas e anuncia redução da contribuição dos Estados Unidos


Bandeiras de membros da Nato, em Bruxelas, Novembro, 2019.

AGrã-Bretanha prepara-se para acolher, em Londres, a reunião dos líderes dos países membros do Organização do Tratado Atlântico Norte (Nato), entre 3 e 4 deste mês, numa altura em que a aliança diz que concordou em redistribuir custos e reduzir a contribuição dos Estados Unidos da América (EUA) ao seu orçamento central.

O orçamento central da NATO é relativamente pequeno, em torno de 2.5 mil milhões de dólares americanos por ano, cobrindo principalmente operações e funcionários da sede, e diferente do seu orçamento de defesa.

O presidente dos EUA , Donald Trump, muitas vezes reclama a divisão desigual de custos, com apenas nove dos 29 países membros atingindo a meta de 2% do produto interno bruto para os gastos em defesa da aliança.

Em relação ao orçamento central, “os EUA pagarão menos, a Alemanha pagará mais, então agora os EUA e a Alemanha pagarão o mesmo,” disse o secretário-geral da Nato, Jens Stoltenberg, na semana passada, em Paris.

Actualmente, os Estados Unidos pagam cerca de 22% do orçamento central da Nato. A partir de 2021, os EUA e a Alemanha contribuirão com cerca de 16%.

Reforma

A Nato tem também planos de considerar uma proposta franco-alemã de criar um grupo de trabalho de "figuras respeitadas" para discutir a reforma da aliança e abordar preocupações sobre o seu futuro.

O anúncio de reduzir a contribuição americana é visto como uma foram de acalmar Trump, que considerou se retirar da aliança, mas desde então assumiu o crédito pelas prometidas reformas.

"Em 2016, apenas quatro aliados gastaram 2% do PIB em defesa", disse um alto funcionário do governo a repórteres na sexta-feira, acrescentando que agora existem nove países, incluindo os EUA, atingindo a meta de 2%, e espera-se que sejam 18 em 2024.

"Este é um tremendo progresso, e acho que é devido ao trabalho diplomático do presidente", disse ele.

Os líderes dos 29 estados membros tentarão, na próxima reunião, demonstrar unidade, mas a aliança enfrenta questionamentos sobre a sua relevância e unidade, principalmente após a retirada das forças americanas da Síria em outubro, uma medida que Trump fez sem consultar.

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