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“Nada mudou em Angola”, dizem activistas de direitos humanos


Caso Rafael Marques e Mariano Brás citado no relatório

Amnistia Internacional fala em esperança com João Lourenço

Activistas angolanos dizem não ter visto ainda mudanças na situação dos direitos humanos em Angola que continuam a ser violados.

Rafael Marques, que no entanto vê vontade do Presidente, e Tunga Alberto reagiam assim a um relatório da Amnistia Internacional (AI) divulgado nesta segunda-feira, 10, que fala em “esperança com a mudança de liderança” do país.

“Em meio a passos sem precedentes para combater a corrupção endémica em Angola (…), defensores dos direitos humanos viram sinais encorajadores de que eles serão protegidos. Entre esses casos se destacam as absolvições dos proeminentes jornalistas Rafael Marques de Morais e Mariano Brás”, escreve a AI que, no entanto, assinala que “não houve passos para investigar o passado de abusos de direitos humanos pelas forças de segurança”.

Tunga Alberto
Tunga Alberto

O secretário executivo do Conselho Nacional do Direitos Humanos em Angola, Tunga Aberto é peremptório ao dizer à VOA que a afirmação da AI apenas reflecte a euforia das organizações internacionais dos direitos humanos devido aos discursos do Presidente.

“Apenas mudou o discurso porque na prática continuam as violações”, assegurou Alberto.

Opinião semelhante tem o actvista e jornalista Rafael Marques que reconhece a vontade do novo Presidente da Republica em mudar a situação, mas que na prática as violações continuam.

“Há esperança porque temos um novo quadro político mas na prática nada mudou, continuam a ser os mesmos violadores nas mesmas instituições”, garantiu Marques à VOA.

O relatório que apresenta uma revisão da situação dos direitos humanos centrou sua atenção na luta das mulheres contra as violações sexuais de que são alvo.

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