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Não trabalhamos com assistencialismo: ajudamos quem quer ser ajudado


À esquerda, Daniel Sarchiolo e Pastor Mavioli, responsáveis pela organização Mobilize Já

Daniel Sarchioli e Mavioli Oliveira moram há vários anos no mesmo condomínio na cidade de Bauru, São Paulo, mas até dois anos atrás nunca haviam conversado antes de seus filhos se tornarem amigos.

Daniel é paisagista e designer de interior, além de estar no segundo ano do curso de arquitetura. Mavioli é designer gráfico, gosta de jornalismo e estuda psicologia. Também é pastor e presidente de um grupo de 16 igrejas filiadas ao ministério UFÉ (Comunidade Evangelica Unidos na Fé).

Depois que se conheceram viram que tinham um desejo em comum: ajudar o próximo, não pela história, mas pela atitude. Juntaram forças e criaram a Mobilize Já, uma organização não governamental que está a criar uma rede de networking em diversas áreas, a fim de ajudar as pessoas a realizarem os seus sonhos.

Em entrevista à Voz da América, os reponsáveis pela Mobilize Já falaram sobre os projetos que estão sendo deselvolvidos neste momento.

"O projeto Reviver nasceu de uma necessidade real e imediata das pessoas beberem água. As pessoas bebiam água contaminada,” explicou Sarchioli.

22 famílias da Comunidade Ninho Verde, Iaras, não têm acesso à água potável
22 famílias da Comunidade Ninho Verde, Iaras, não têm acesso à água potável

O paisagista e designer de interior estava se referindo à Comunidade Ninho Verde, localizada numa área de mata fechada em Iaras, São Paulo. Oliveira e Sarchioli moram em Bauru, a 103 quilômetros da cidade de Iaras.

Insatisfeito com aquela realidade, já que tinha conhecimento técnico, Sarchioli abraçou a causa.

Daniel Sarchioli trabalhando como voluntário na Comunidade Ninho Verde, Iaras, São Paulo
Daniel Sarchioli trabalhando como voluntário na Comunidade Ninho Verde, Iaras, São Paulo

O paisagista e designer de interior destacou que a ajuda oferecida pelo Mobilize Já vem do conhecimento técnico do grupo em parceria com a Comunidade Ninho Verde, pois a comunidade, para que possa ser ajudada, tem de fazer os trabalhos necessários, como limpar a área, manter os animais longe da água potável, entre outros.

"Quando tem uma necessidade não poupamos esforços para resolver problemas. Não tenho uma data. Já fui no sábado, já fui no domingo. Na verdade é conforme a necessidade vai aparerecendo que corremos atrás do projeto."

Voluntários ajudam comunidade a ter acesso à água potável
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Daniel Sarchioli já trabalha como voluntário há muitos anos. Recentemente decidiu ajudar um adolescente que completou 18 anos e teria que sair do abrigo onde estava em Bauru. Embora exista um programa chamado de aluguel social, o qual dura apenas um ano e ajuda o jovem a conseguir um emprego, Sarchioli sabe que os adolescentes não têm muito tempo e acabam obtendo algo que irá pagar apenas um salário mínimo.

“Quando o adolescente sai do abrigo eu me ponho no lugar dele. Se ninguém me quer e eu não tenho ninguém, como eu vou tentar uma faculdade?”

Sarchioli explicou que a Mobilize Já está correndo atrás das universidades para buscar um apadrinhamento entre a instituição de ensino superior e o jovem que tem que sair do abrigo porque completou 18 anos. Assim o homem ou a mulher que quiser mudar o seu futuro pode ter uma oportunidade de entrar em uma faculdade e receber apoio.

“A faculdade onde eu vou, a FIB, se disponibilizou a entrar nesse projeto. O reitor da faculdade gostou da ideia e abriu as portas”.

Projeto de apadrinhar jovens de 18 anos sem famílias para ingressarem em uma universidade
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Quem são as pessoas que participam da Mobilize Já?

Pastor Mavioli disse que pessoas físicas e jurídicas se sensibilizam e ajudam a instituição. Para mais informações, basta procurar a Mobilize Já nas redes sociais. O co-presidente da organizacão enfatizou que o trabalho feito pela Mobilize Já não é de assistencialismo.

"A gente ajuda quem quer ser ajudado. A comunidade tem que participiar desta transformação".

Voluntariado não é assistencialismo
Voluntariado não é assistencialismo

Ajuda Humanitária

O Grupo de Ajuda Humanitária (HAG) é um outro projeto fundado pelo Pastor Mavioli, que nasceu da necessidade de atender a população ou uma comunidade ou região que esteja passando por algum conflito, seja uma guerra ou catástrofe natural.

Grupo humanitário ajuda a levar alegria e esperança em Moçambique
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O fundador do HAG contou que foi em dezembro de 2019 que ele conseguiu montar um grupo de voluntários na Beira, Moçambique, liderado pelo ativista social Sérgio Feliciano Alberto. Pastor Mavioli descobriu o Sérgio através de um artigo publicado na seção Espaco do Ouvinte da Voz da América.

"Estava lendo um artigo do Espaço do Ouvinte sobre o Movimento Solidário de Moçambique. Entrei na página do Facebook para aprender mais. Entrei em contacto com o Sérgio e disse que tinha uma organização humanitária que poderia apoiá-lo."

Pastor Mavioli contou que o Sérgio abraçou a causa e agora lidera o HAG em Moçambique.

Voluntários estão a criar rede de networking para ajudar pessoas a realizar os seus sonhos
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