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Não haverá julgamento de Donald Trump no Senado, diz conhecido jurista americano


General Colin Powell optimista quanto à situação no país, mas diz que o grande desafio é dialogar e enquadrar apoiantes de Trump

A invasão do edifício do Congresso americanos na semana passada por apoiantes do Presidente Donald Trump continua a ter reprecurssões através do país.

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Redes sociais proibiram o presidente Trump de ter acesso ao Facebook e Twitter, os Democratas aproveitando o vento de repulsa que se sente em todos os quadrantes da vida política do país pela invasão do edifício querem demitir ou impugnar o presidente antes do seu madato terminar a 20 de Janeiro.

Mas isso parece difícil e não só por uma questão de tempo como explicou o jurista Alan Dershowitz à cadeia de televisão Fox quando lhe perguntaram sobre a possibilidade do presidente ser julgado pelo Senado como requerido pelas leis que governam a impugnação de um presidente.

Alan Dershowitz (Foto de arquivo)
Alan Dershowitz (Foto de arquivo)

“Tudo o que os Democratas podem fazer é impugnar o presidente na Câmara dos Representantes porque para isso o que é necessário é apenas o voto da maioria e não é preciso angariar votos, não é preciso haver o envolvimento de advogados”, disse.

“Mas o caso não pode ir a julgamento no Senado porque o Senado tem regras e essas regras impedirão o caso de ir a julgamento até a uma hora da tarde a 20 de Janeiro, uma hora depois do presidente Trump deixar o cargo”, explicou Dershowitz fazendo notar que até essa hora quem controla o Senado são Republicanos.

Para o conhecido jurista da Universidade de Harvard a constituição fala da impugnação e depois a retirada do poder de um presidente “e não diz um antigo presidente”.

“O congresso não tem qualquer poder para impugnar ou julgar um cidadão privado quer seja um cidadão privado chamado Donald Trump ou um cidadão privado chamado Barack Obama ou qualquer outra pessoa”, disse Dershowitz para quem na lei de impugnação “a jurisdição está limitada a um presidente em exercicio e portanto não haverá um julgamento”

Se a Câmara dos Representantes impugnar o presidente haverá sem dúvida um debate sobre o que fazer no Senado.

Mesmo alguns Democratas estão relutantes em levar isso ao Senado por recearem que isso sirva apenas para atrasar ou desviar a atenção dos senadores das medidas e nomeções de Joe Biden que terão ser aprovadas por essa câmara.

O grande desafio é responsabilizar e reconciliar – Colin Powell

O Partido Repubicano esse está profundamente dividido com uma base muito forte de apoiantes de Trump a constituirem um sério problema para aqueles republicanos que só à ultima hora – alguns dirão demasiado tarde – disseram já chega.

O general Colin Powell foi o primeiro afro-americano a ocupar o cargo de Conselheiro Nacional de Segurança isso durante a presidência de Ronald Reagan. Foi depois o primeiro secretário de estado africano americano durante a presidência de George W Bush.

Colin Powell (Foto de arquivo)
Colin Powell (Foto de arquivo)

Falando à cadeia de televisao CNN ele disse que o país tem agora uma tarefa difícil, a de responsabilizar e reconciliar

“Este é um momento de responsabilição, de responsabilizar pessoas por coisas que fizeram que estão erradas e é tambem um momento de responsabilização porque muitas pessoas não usaram a responsabilidade que tinham”, disse Powell que manifestou confiança em que o o presidente eleito Joe Biden (“que eu conheço há muitos muitos anos”)“vai dar um sentido totalmente diferente aquilo que um presidente faz e portanto vamos sair disto bem”.

“O grande desafio vai ser como convencer todos os nosso cidadãos e não apenas aqueles que se intitulam de progressistas, como vamos convencer todos os nossos cidadãos que temos que mudar de novo a nossa sociedade que temos que voltar para uma via em que os americanos sentem-se de novo parte da nossa sociedade”, disse.

“Isto é um desafio: como falamos aquela porção da nossa sociedade que numa enorme percentagem votou por Trump”, disse o general na reserva para quem é preciso “argumentar uns com os outros, debater entre nós mas lembremo-nos que temos de nos amar”.

“Somos americanos, temos algo de nos sentir orgulhosos e temos que fazer com que o resto do mundo se sinta também orgulhoso de nós como foram durante tantos anos”, acrescentou.

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