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Não há santos no reino da corrupção, diz o analista Olivio Kilumbo


Presidente angolano João Lourenço

Kilumbo reage à divulgação de um relatório que cita o envolvimento de João Lourenço em negócios com a Privinvest, empresa com ligações às "dívidas ocultas" de Moçambique.

Os resultados do relatório da companhia de análise de risco em África,
divulgados esta semana, no qual o actual Presidente da República João
Lourenço é citado como estando envolvido em negócios de centenas de
milhões de dólares com a empresa Privinvest
, parece não ter incomodado
as autoridades angolanas.

O assunto na teve destaque nos principais órgãos publicos de
comunicação social. Apenas o diário estatal, no caso o Jornal de
Angola retomou o assunto, na sua edição de quarta-feira.

Reagindo como que em defesa do actual governo liderado por João
Lourenço, o jornal de Angola confirma que o governo angolano mantém,
desde 2016, um acordo para o fornecimento de 17 navios-patrulha para a
Marinha de Guerra com o grupo de construção naval Privinvest.

O único diário do pais refere que o acordo foi rubricado entre o fabricante
naval e a empresa estatal Simportex, afecta ao Ministério da Defesa,
tendo sido superiormente autorizado pelo ex-Presidente da República,
José Eduardo dos Santos, através de um despacho presidencial de 29
de Agosto desse mesmo ano.

O Jornal de Angola não faz qualquer referência à participação do antigo vice-presidente, Manuel Vicente, actualmente conselheiro económico e financeiro de João Lourenço com poderes e influência extraordinários, que desempenhou um papel importante em negociar os contratos da Privinvest em Angola, como consta do relatório da companhia de análise de risco em África.

Nesta mesma edição, aquele jornal escreve que a companhia de análise
de risco em África não cita, contudo, quaisquer indícios de ilicitudes
nos contratos entre o governo angolano e o grupo Privinvest,
ficando-se apenas pelo alerta.

Mas o analista político Olivio Kilumbo fazendo fé nas
informações estampadas no relatório em referência, não tem dúvidas em
afimar que no reino da governação em Angola ninguém é santo.

Para falar sobre o assunto, ouvimos também o deputado da UNITA, Joaquim Nafoia.

Acompanhe:

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