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Moçambique prepara quadros para as indústrias extractivas


A 200-meter-high chimney, built from about 7,000 tons of concrete, bricks and steel, is brought down in a controlled explosion at Port Kembla, south of Sydney, Australia. Nearly 1,000 explosive charges were placed around the copper stack, which broke into at least two pieces just before hitting the ground as thousands of people gathered to watch the explosion.

Há cada vez mais recursos minerais, cada vez mais multinacionais interessadas, e no terreno, mas a mão-de-obra local é ainda escassa e pouco qualificada.

Pesquisa-se petróleo, descobre-se grandes quantidades de hidrocarbonetos, muito gás e já se explora carvão. Carvão mineral.
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Há cada vez mais recursos minerais, cada vez mais multinacionais interessadas, e no terreno, mas a mão-de-obra local é ainda escassa e pouco qualificada.

E foi para dar respostas a esse grande desafio que o Ministério de tutela decidiu elaborar e aprovar uma estratégia. A estratégia de formação e capacitação de recursos humanos para o sector dos recursos minerais.

Uma estratégia desenhada para o período compreendido entre os anos 2010/2020, década durante a qual se espera formar um total de 4 220 técnicos; dentro e além-fronteiras.
E já começou a maratona.

Neste momento, há pelo menos 118 bolseiros a participarem em cursos de nível médio e superior em Moçambique e no estrangeiro. Só no estrangeiro são 82, enviados para dois países: Angola e Malásia.

Na Malásia estão na Universidade de Petronas e em Angola no Instituto Nacional de Petróleos, uma instituição elogiada por Marta Pecado, chefe do Departamento de Recursos Humanos, no Ministério Moçambicano dos Recursos Minerais:

“Uma boa, muito boa instituição. Tencionam abrir até 2014 um instituto superior. Uma boa parte dos estudantes que o frequentam agora vai transitar para o instituto superior.”

Segundo Marta Pecado, a ideia é enviar, para Angola pelo menos 15 estudantes por ano e para Malásia 25.

Por enquanto, são apenas estes dois países, mas, para 2013, há outras perspectivas, outros destinos; a Chefe do Departamento de Recursos Humanos, no Ministério Moçambicano dos Recursos Minerais mencionou Trinidade e Tobago e Noruega. Há contactos com as autoridades daqueles dois países. A ideia é enviar também para lá outros grupos de estudantes:

“Estamos a trabalhar com as autoridades de Trinidad e Tobago, inscrevemos lá 10 estudantes numa primeira fase….estamos também a ver a possibilidade de mandar alguns estudantes para a Noruega para tirarem cursos em áreas especialmente viradas para os petróleos.”

Em Angola, por cada estudante, o Estado moçambicano paga 6 mil dólares americanos, por ano, e, na Malásia, 5 a 8 mil.

Para além de cursos específicos, como geologia, engenharia de petróleos ou perfuração, há outros considerados transversais e nos quais os moçambicanos se estão igualmente a formar, como economia, direito e mesmo psicologia.

A estratégia de formação de recursos humanos para o sector dos recursos minerais em Moçambique tem a duração de 10 anos e está orçada em cerca de 138 milhões de dólares americanos.

Para além da formação de estudantes, a estratégia prevê também a capacitação de técnicos que já estão a trabalhar nas grandes empresas ligadas à indústria extractiva em Moçambique.
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