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Moza Banco: Comissão de Ética diz que banco central violou lei da probidade pública

  • William Mapote

Banco de Moçambique

O analista Ericino de Salema considera que há toda a necessidade da Procuradoria Geral da República agir para repor a legalidade.

O Banco de Moçambique continua envolvido numa polémica pública por causa da sua intervenção no mercado bancário, que visava, segundo disse o seu responsável, salvar um banco que mandou encerrar, por falta de capacidade de operar.

A polémica inicia há quase seis meses com a decisão do Banco de Moçambique de entregar a gestão do Moza Banco para o fundo de pensionistas do próprio banco central.

Esta solução, que o banco de Moçambique dizia ser fundamental para salvar o Moza Banco, encerrado por falta de reservas suficientes para operar, começou a ser questionada a vários níveis, por se considerar que o banco agiu em benefício próprio.

Na sequência destas polémicas, a Comissão Central de Ética interveio e emitiu recentemente um parecer que conclui que houve conflito de interesse na decisão do banco central e violação da lei da probidade pública.

O bastonário da Ordem dos Advogados veio a público exigir aanulação das decisões do banco central.

O analista Ericino de Salema considera que há toda a necessidade da Procuradoria Geral da República agir para repor a legalidade.

Esta é uma polémica que parece ter ainda muito caso pela frente e que só os próximos tempos dirão qual é o fim.

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