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Morte de delegado é "afronta política" para o MDM

  • André Baptista

Geraldo Carvalho critica proibição do funeral pela polícia

Chefe da Mobilização e Propaganda Geraldo Carvalho reage ao assassinato do delegado do partido em Tambara.

O chefe da Mobilização e Propaganda do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Geraldo Carvalho, considerou nesta segunda-feira, 23, uma “afronta política ao partido” o assassinato do delegado politico distrital de Tambara, em Manica, centro de Moçambique, e alertou para a situação ser “ameaça” a democracia do país.

O também deputado da terceira força parlamentar, confirmou hoje que o corpo de Mateus Chiranga, delegado distrital de Tambara, que estava desaparecido há oito dias, após ser morto a tiros 15 de Janeiro, foi descoberto já em estado de decomposição, em Matsinho (Manica), a quase 500 quilómetros do local de execução.

“Nós, como partido, sentimo-nos muito chocados com a situação. Esta é uma afronta política ao partido MDM, um partido de paz, um partido que não tem armas”, disse Geraldo Carvalho, adiantando que pelo modus operandis, o assassinato do seu delegado tem motivações politicas.

Carvalho, que falava após reconhecer o corpo do finado na morgue do Hospital Provincial de Chimoio, frisou que “o país não pode continuar assim, o país têm que ter paz, o país têm que ter uma democracia de amar ao próximo e não uma democracia de ódio”.

O delegado distrital do MDM em Tambara, foi assassinado a tiros na sua residência e o corpo, levado pelos autores do acto.

Ele foi abordado por dois desconhecidos e, enquanto resistia o convite para os acompanhar, foi atingido mortalmente.

Funeral proibido

As autoridades de Manica impediram hoje a realização do funeral da vitima, mesmo com familiares e amigos já reunidos na morgue do hospital, para peritagem, que inclui autópsia ao corpo, no sentido de se esclarecer o homicídio.

“Ainda ficamos mais triste, quando as instituições como estas (Polícia), impediram com que se realizasse o funeral, não o terem feito no seu devido momento. Não é agora que a família esta preocupada em fazer o seu funeral, que aparece autoridade a dizer que o funeral não pode ser realizado”, concluiu Carvalho, apesar de considerar viável e necessário o esclarecimento do caso.

Entretanto, Elsidia Filipe, porta-voz da Polícia de Manica, que tinha antes considerado prematuro concluir o assassinato do delegado, disse hoje que um trabalho investigativo está em curso para esclarecer o homicídio.

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