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Morreu o "Pastor da América" Billy Graham


Billy Graham morreu aos 99 anos

Conselheiro de presidentes, sua mensagem chegou a 185 países

O pastor evangélico americano Billy Graham, que aconselhou presidentes e falou para milhões em todo o mundo, morreu nesta quarta-feira, 21, aos 99 anos de idade.

Graham faleceu às oito horas da manhã na sua casa em Montreat, na Carolina do Norte, rodeado dos seus familiares, revelou Jeremy Blume, porta-voz da Associação Evangélica Billy Graham.

Conhecido como o “Pastor da América”, Graham é o mais prestigiado líder evangélico do país e do mundo que, no entanto, nunca assumiu qualquer paartidarismo ou dirigiu qualquer movimento social, que não fosse a pregação do Evangelho.

“Se tivesse que o fazer outra vez, eu evitaria qualquer semelhança com o mínimo envolvimento com a política partidária”, afirmou Graham já no final da carreira.

Primeiro tele-evangelista

De acordo com a sua organização, ele pregou para mais pessoas do que qualquer um na história e alcançou centenas de milhões, pela televisão ou por transmissões via satélite.

Cerca de 77 milhões de pessoas assistiram pessoalmente as suas “Cruzadas por Cristo” e outras 215 milhões viram as suas pregações pela TV ou por links via satélite, disse um porta-voz da organização.

Ele foi o primeiro tele-evangelista, na década de 1954.

Billy Graham visitou 185 países, entre eles os comunistas então União Soviética, Coreia do Norte e China, e também esteve na Nigéria.

Conselheiro de presidentes

Billy Graham e antigos presidentes
Billy Graham e antigos presidentes

Graham tornou-se no conselheiro espiritual de vários presidentes dos Estados Unidos.

A sua proximidade com os presidentes começou com Harry Truman (1945-1953) e terminou com Barack Obama (2009-2017), mas também foi muito próximo de George H.W. Bush (1989-1993) e influenciou na mudança de vida e costumes do seu filho George W. Bush (2001-2009).

Apesar de ter nascido e crescido num ambiente branco e de, num primeiro momento, a sua audiência ter sido maioritariamente branca e conservadora, não assumiu-se como supremacista.

Tornou-se amigo do líder do movimento dos direitos civis Rev. Martin Luther King, Jr, também ele pastor evangélico, mas lamentou não ter-se juntado ao movimento liderado por King.

Graham levou a sua mensagem — "só Jesus Cristo pode resolver os problemas do mundo" — da sua Carolina do Norte até à capela real do Palácio de Windsor, onde foi ouvido pela rainha Isabel II e pelo príncipe Filipe, e à Coreia do Norte

Reacções

Desde 1955 apareceu mais de 60 vezes na lista Gallup dos homens mais admirados pelos norte-americanos, diz a NBC, basicamente desde que a empresa de sondagens começou a fazer esta lista.

“Ele provavelmente foi o líder religioso dominante de sua era,” disse William Martin, autor de “A Prophet With Honor: The Billy Graham Story”.

Depois do anúncio da sua morte, o Presidente americano Donald Trump escreveu no Twitter: “O grande Billy Graham está morto. Não havia ninguém como ele! Sua ausência será sentida pelos cristãos e todas as religiões. Um homem muito especial”.

O antigo Presidente George H. W. Bush também comentou a morte de Graham, a quem classificou como um amigo pessoal e mentor de vários dos seus filhos, incluindo do também ex-presidente George W. Bush.

"Acho que Billy tocou os corações não só dos cristãos, mas de pessoas de todas as crenças, porque ele era um homem muito bom", afirmou Bush “pai”.

O último Presidente que recorreu aos seus conselhos foi Barack Obama que escreveu no Twitter que Billy Graham foi um "servo humilde que orava por muitos".

"Com sabedoria e graça, ele deu esperança e orientação a gerações de americanos", concluiu Obama.

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