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Moro manda investigar depoimento de porteiro que citou casa de Jair Bolsonaro no "caso Marielle"


Ministro diz que porteiro pode ter-se confundido ou pressionado

O ministro brasileiro da Justiça, Sergio Moro, enviou nesta quarta-feira, 30, ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, um pedido de instauração de inquérito para investigar o depoimento do porteiro do condomínio onde morava o então deputado Jair Bolsonaro, depois de revelações de que um dos suspeitos da morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, e seu condutor, teria estado na casa do agora Presidente no dia do assassinato.

Documentos da investigação à morte de Franco a que a rede Globo teve acesso indicam que a 14 de Março de 2018, um dos suspeitos, Élcio de Queiroz, entrou no condomínio e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro.

Entretanto, dados conseguidos pela mesma rede televisiva apontam que Bolsonaro estava em Brasilia.

O depoimento

O porteiro explicou que, depois que Élcio de Queiroz, entrou, ele acompanhou a movimentação do carro pelas câmeras de segurança e viu que o carro tinha ido para a casa 66 do condomínio.

A casa 66 era onde morava Ronnie Lessa, acusado de matar Marielle e Anderson.

Lessa é apontado pelo Ministério Público e pela Delegacia de Homicídios como autor dos disparos.

O porteiro disse, em depoimento, que ligou de novo para a casa 58, e que o homem identificado por ele como "Seu Jair" teria dito que sabia para onde Élcio ia.

No documento enviado a Aras, Moro diz que o porteiro pode ter-se confundido ou ter sido manipulado por terceiros para prejudicar o Presidente.

Bolsonaro critica Globo

A decisão do ministro da Justiça surge depois de Jair Bolsonaro ter dito que solicitaria essa providência ao ministro da Justiça.

Entretanto, ontem, o Presidente negou ontem qualquer envolvimento no homicídio da vereadora e insultou a rede Globo pela transmissão de uma reportagem que o coloca na investigação.

“Vocês são canalhas, patifes e querem acabar com o Brasil”, disse visivelmente exaltado, num vídeo de 24 minutos transmitido na rede social Facebook

Bolsonaro, que se encontra na Arábia Saudita, acusou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de ter dado informações à televisão sobre um processo ainda em segredo de justiça.

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