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Caçadores furtivos abatem 200 rinocerontes em Moçambique

  • Ramos Miguel

As autoridades moçambicanas dizem que apesar das fortes medidas de protecção, os caçadores furtivos mataram este ano 200 rinocerontes para além dos 9 nove mil elefantes abatidos nos últimos cinco anos, colocando em risco estas outras espécies protegidas.

O director de Protecção e Fiscalização, Carlos Lopes Pereira, descreve como bastante grave a questão da caça furtiva, que levou a que Moçambique perdesse 48 por cento da população de elefantes que o país possuia, estimada em 20 mil animais.

Afirmou que foram reforçadas as medidas de protecção, mas isso não impediu que os caçadores furtivos matassem os animais, sublinhando que, "se fizermos as contas, e olhando para dados recentes, nós estamos a perder qualquer coisa como sete elefantes por dia e dois rinocerontes por dia".

Lopes Pereira considerou que "esta situação é séria, porque para além disso, vimos também, muito recentemente, produtos da caça furtiva, como marfim e corno de rinoceronte. com origem em Moçambique, a aparecer noutros países como Camboja, Tailândia e Malásia".

Referiu estarem em curso esforços visando parar a matança dos animais, sublinhando ser necessária a colaboração de organizações internacionais, no sentido de mitigar a procura desses produtos.

Refira-se que nos últimos tempos foram distribuidos cerca de 700 fiscais pelas diferentes áreas de protecção existentes no país, para combater a caça furtiva.

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