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Moçambique entra em 2014 com muitas questões por resolver


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Depois dos votos de mais um ano próspero, Moçambique entrou em 2013 com expectativas de continuar a dar passos firmes rumo ao desenvolvimento, consolidação da paz e unidade nacional.

Mas logo no início, uma tragédia começou a marcar a história do país. O centro e o sul eram assolados por cheias e inundações que voltaram a lembrar o ano 2000, ano em que o país foi devastado pelas piores calamidades naturais de que há memória.

Mais de 100 pessoas morreram e outras centenas foram obrigadas a passar meses em centros de acolhimento temporário.

Enquanto o país começava a recuperar das cheias, no campo político a Frelimo e a Renamo iniciavam conversações para pôr fim a um diferendo que começava a dar mostras de ameaças ao Acordo Geral de Paz, que há 21 anos pós fim a guerra civil.

Desentendimento Políticos

Na mesa de conversações estão questões como a Lei Eleitoral, a despartidarização do Aparelho do Estado, a redistribuição da riqueza e questões militares apresentadas pela Renamo, o maior partido político, que considerava serem cruciais para o pleno desenvolvimento da democracia nacional.

De desacordo a desacordo, o diálogo foi se arrastando sem consensos até que, o que até então era uma tensão centrada no campo político, resvalou no campo militar.

Com o primeiro semestre a terminar, tropas fiéis a Renamo atacam veículos de passageiros e particulares na zona de Muxúnguè, na província de Sofala.
Era o início de série de ataques armados que perduram até aos dias de hoje e que já mataram dezenas de pessoas, entre militares e civis.

Em resposta aos ataques dos homens da Renamo, o governo colocou colunas militares para garantir segurança na transitabilidade de viaturas, aumentou o número de militares na província de Sofala.

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Na sequência, as tropas governamentais atacaram Satungira, a base central da Renamo e que vinha sendo a residência de Afonso Dhlakama, fazia um ano.
Desde então, o líder da Renamo, que escapou ileso aos ataques, nunca mais foi visto em público.

As cidades de Maputo, Matola e Beira, voltaram a assistir o recrudescer da onda de sequestros a pessoas consideradas economicamente dotadas.

Enquanto os raptores continuavam as suas acções, no campo judiciário assistiu-se aos primeiros julgamentos de elementos associados a estas acções, o que viria a resultar na condenação de pelo menos cinco pessoas a penas de prisão maior.

Acto Eleitoral acalmou mas não dissipou instabilidade

A 20 de Dezembro, o país acolhia as quartas eleições municipais. Dezenas de partidos políticos e grupos cívicos disputaram o poder em 53 autarquias, com a Frelimo e o MDM, o jovem partidos liderado por Daviz Mbepo Simango, a perfilarem como ao mais favoritos.

Os resultados confirmaram este prognóstico. O MDM fez, pela primeira vez, tremer o poderio da Frelimo a nível autárquico. Venceu na Beira, Quelimane e Nampula, posicionou-se em Maputo, Matola, e outros municípios estratégicos e cimentou as perspectivas como um partido a ter em conta nas eleições gerais do próximo ano.

Apesar das várias adversidades que se assistiram ao logo do ano, o Presidente da República, Armando Guebuza, no seu discurso sobre o Estado da Nação, avaliava a situação do país da seguinte maneira: "Apesar dos ataques armados da Renamo o pais continua firme rumo a prosperidade".

E assim caminha Moçambique para o fim de mais um ano. Uma paz por consolidar, a estabilidade por assegurar, o desenvolvimento por cimentar e a realização das eleições gerais são os desafios que transitam para 2014.

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