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Moçambique: Delegação de Erdogan poderá pressionar medidas contra escolas turcas

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Recep Tayyip Erdogan

Conflito entre Erdogan e Fetullah Gulen no centro da pressão.

A delegação turca que visita Moçambique poderá pedir às autoridades de Maputo para tomarem uma decisão contra as escolas da rede criada pelo clérigo muçulmano Fetullah Gulen, escreve a agência de notícias Anadolu.

Da lista de escolas da rede de Gulen consta a Willow International School, com instalações nas cidades de Maputo e Matola. Os estudantes destas escolas são na maioria filhos da classe média e de elites locais.

O governo turco colocou Fetullah Gulen e suas organizações na lista de terroristas.

O Presidente turco Recep Tayyip Erdogan, que chefia a delegação que visita Moçambique, acusou Gulen de ter sido mentor do fracassado golpe de Estado de Julho de 2015.

Um pedido de extradição de Gulen foi rejeitado pelas autoridades americanas, onde está radicado.

A Embaixadora da Turquia em Maputo, Zeynep Kiziltan, disse àquela agência que as autoridades de Maputo já foram advertidas sobre o risco da rede de Gulen, e acredita que “irão fazer a avaliação necessária e nós continuaremos a nossa luta nesta matéria”.

A rede de Gulen tem centenas de escolas no mundo. Mais 80 já foram encerradas ou transferidas desde a tentativa frustrada de golpe de Estado.

A Turquia lançou, no ano passado, a Fundação Maarif, para criar escolas e centros de educação no exterior.

Kiziltan disse que além de áreas como energia, agricultura, turismo, o seu país pretende cooperar com Moçambique na educação, cultura e saúde.

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