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Moçambicanos recorrem a escolas privadas por falta de vagas no ensino público

  • Alfredo Júnior

Faltam vagas nas escolas públicas

As aulas no ensino primário e secundário em Moçambique arrancam a 23 de Janeiro e a uma semana do início do ano lectivo centenas de estudantes poderão não frequentar o ensino público diurno devido à falta de vagas.

Este facto poderá levar a que milhares de crianças sejam obrigadas a frequentar o curso noturno ou a desembolsar valores aquém da capacidades das famílias para que continuem os seus estudos em escolas privadas.

A Escola Secundaria de Tete é um exemplo, pois 392 alunos ficaram sem poder se matricular por falta de vagas.

"Tivemos alguns alunos que não puderam se fazer presente no devido momento, acabaram ficando de fora, é esse universo de 392, de 2606 que a escola tinha para poder matricular", revelou o director Jordão Combucane.

Vários encarregados de educação viram os seus filhos perderem vagas, também devido a questões de índole financeira.

"Sabemos que viemos de duas grandes festas em que todos lutam para que possa passar da melhor forma possível, o que acaba criando situações de desfalques nos bolsos, repercutindo no processo de matrículas, muitos esperam pelo 13° salário, uma vez que os nossos alunos são filhos de pais funcionários públicos, suponhamos que seja esse fenómeno", comentou Jordão Combucane.

Com esta situação, os alunos serão obrigados a recorrer às escolas privadas que têm surgido para colmatado o défice de vagas no ensino público.

Uma das instituições recentemente criadas é a Escola Luís João Diogo de Tete, que pretende absorver os que não encontram lugar nas escolas públicas, segundo revelou o director pedagógico, João Pembe.

"Esta iniciativa surgiu devido à demanda que existe, se for ver nos últimos tempos, a província de Tete tem falta de vagas nas escolas públicas, então para tentar cobrir aquilo que é a demanda da comunidade, houve esta iniciativa de introduzir o ensino secundário geral nesta escola privada", revelou João Pembe.

Enquanto isso, pais e encarregados de educação desdobram-se à procura de material escolar e queixam da alta de preços, provocada pela actual crise económica que o país atravessa.

"Comparando os preços do ano passado e deste ano, agora estão mais elevados" reclamou uma dos pais que compravas cadernos.

O ano lectivo de 2017 abre oficialmente a 20 de Janeiro e as aulas terão o seu início a 23 deste mês, em virtude de se realizar o censo da população.

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