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Moçambique: Oposição pede ao Governo que condene a Rússia pela invasão da Ucrânia


Filipe Nyusi, presidente de Moçambique

Os partidos da oposição parlamentar exigem que o Governo moçambicano condene a invasão russa à Ucrânia, manifestando desta forma o seu alinhamento com a paz e não à guerra.

A posição foi expressa hoje durante a sessão parlamentar de perguntas ao Governo.

O presidente do MDM, Lutero Simango, que chefia a bancada do partido no parlamento, diz que a posição de neutralidade manifestada pelo Executivo não vincula o país, uma vez que foi à revelia dos legisladores.

"O Governo tomou a sua posição, unilateral, que não passou pelo Parlamento, como determina a sua política externa", acusou Simango, realçando que a sua bancada "condena a ofensiva russa".

Para a Renamo e o MDM, não faz sentido que um país que conhece as consequências da guerra fique em cima do muro, como o que está a acontecer e exige que o parlamento corrija a situação.

"Peço, em nome do povo, que esta casa (Parlamento) adopte uma moção de condenação à iniciativa de Vladimir Putin na Ucrânia", exortou António Muchanga, histórico deputado da Renamo.

Aquele partido recorda mesmo que a neutralidade demonstrada, pode fragilizar a candidatura do país, a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Os posicionamentos foram vincados no dia em que o Governo esteve no Parlamento para a sessão de perguntas.

Sobre o assunto, o Governo entrou calado e saiu mudo e foi a bancada da Frelimo, através do deputado e porta-voz do partido, Caifadine Manasse, quem se encarregou de defender a posição do executivo.

"O Presidente Filipe Nyusi já se expressou sobre este assunto. Ademais, já houve muitas situações de conflito, nomeadamente, a invasão à Líbia, Palestina, República Árabe Saharaui Democrática, por aí, e nunca tivemos situações do parlamento levantar o assunto, nos moldes como hoje são trazidos", disse Manasse.

Refira-se que quando a resolução contra a invasão russa à Ucrânia foi votada na sessão das Nações Unidas, Moçambique fez parte dos países que se alinharam pela abstenção, não condenando, nem apoiando a acção de Moscovo.

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