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Moçambique Eleições: Perfil de Ossufo Momade


Candidato presidencial da Renamo

Ossufo Momade, um "renamista" que começou por ser combatente da Frelimo, é um dos quatro concorrentes às presidenciais do próximo dia 15, depois de ter sido eleito presidente da Renamo, em Janeiro deste ano, em substituição de Afonso Dhlakama, que morreu vítima de doença.

Nascido na Ilha de Moçambique, Nampula, a 30 de Janeiro de 1961, é filho de Momade Ossufo e de Zainabo Alide, e estudou Direito no Instituto Superior Monitor, em Maputo.

O seu percursso político começou em Nampula, em 1974, um ano antes da independência de Moçambique, com a sua incorporação nas Forças Armadas de Libertação de Moçambique, em que fez parte do comissariado político-militar, passando depois para a área de saúde militar.

Quatro anos depois, Ossufo Momade juntou-se à Renamo, tendo sido submetido a treinos militares em Gorongosa, quartel-general do antigo movimento rebelde, e em Marínguè, passando depois a operar nas províncias de Tete, Manica e Zambézia.

Terá sido ele quem abriu a frente de Nampula, a mando de Afonso Dhlakama, em 1983, ano em que foi promovido a major-general, para cerca de nove anos depois, ser promovido a tenente-general da guerrilha.

Em 1999, foi eleito deputado da Assembleia da República e, em 2007, assumiu o cargo de Secretário-Geral da Renamo, cessando as funções em 2013.

Um dos momentos marcantes do percurso de Ossufo Momade é, certamente, a sua eleição para presidente da Renamo, apesar do debate que houve na altura da suecessão, em que algumas pessoas diziam que ele não tinha um capital político muito forte para suceder a Afonso Dhlakama.

Algumas vozes afirmam que Ossufo Momade teve a oportunidade de entrar na gestão partidária quando foi secretário-geral da Renamo, mas não se conhece nenhum feito político relevante, que lhe desse capital político para poder substituir Afonso Dhlakama.

Contudo, Yaqub Sibindy discorda, considerando que Ossufo Momade é a pessoa certa para disputar as eleições com Filipe Nyusi e todos os outros candidatos.

Entretanto, o ponto fraco na carreira de Ossufo Momade tem a ver com a maneira como lida com a questão da desmilitarização, desmobilização e reintegração social dos guerrilheiros da Renamo, ao abrigo dos entendimentos alcançados com o Governo.

Isso levou ao surgimento da auto-chamada Junta Militar da Renamo, que inclusive contesta a liderança de Ossufo Momade.

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