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Milhares de moçambicanos despedem-se de Dhlakama


Afonso Dhlakama

Nyusi e Momade garantem continuidade de diálogo para a paz.

Milhares de pessoas afluíram ao velório de Afonso Dhlakama, cujas cerimónias decorreram, sem incidentes, no largo da estação ferroviária da cidade da Beira, capital de Sofala.

Escolheste partir ao lado dos homens e mulheres que se negam a subjugação de qualquer espécie; preferiste partir no leito verde, capim, sinal de esperança do teu povo; homem como tu não morre, se reinventa, se multiplica para o bem da maioria
Família Dhlakama.

No seu elogio fúnebre, o Presidente Filipe Nyusi classificou Dhlakama como uma figura com "páginas indeléveis" na história de Moçambique e reafirmou o seu compromisso em prosseguir a busca da paz iniciada com o finado.

"Quero reafirmar que iremos prosseguir a obra que juntos iniciamos, isto é, a construção da paz e o reforço da democracia através do aperfeiçoamento da descentralização e desconcentração", disse o Chefe de Estado Moçambicano.

Milhares de moçambicanos despedem-se de Dhlakama
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Nyusi reafirmou “a disponibilidade de continuar com o processo de desarmamento e desmobilização e reintegração social dos militares da Renamo já iniciada", e garantiu que"o fecho deste dossier será sempre considerado uma obra colectiva dos moçambicanos", e para a qual Afonso Dhlakama contribuiu até aos finais dos seus dias.

Militares moçambicanos com a urna com os restos mortais de Afonso Dhlakama, Beira, 9 de Maio, 2010
Militares moçambicanos com a urna com os restos mortais de Afonso Dhlakama, Beira, 9 de Maio, 2010

Paz e reconciliação nacional efectiva

Ossufo Momade, que interinamente dirige o partido Renamo, destacou o papel de Dhlakama no diálogo para a paz afirmando que "na sequência viram alcançados entendimentos sobre a descentralização e sobre questões militares”.

"Infelizmente, ele parte para a eternidade sem viver a aprovação destes investimentos", disse Momade, que também deu garantias do prosseguimento do diálogo: "Acreditamos que os moçambicanos continuarão com essa obra até alcançarem a paz e reconciliação nacional efectiva".

A família Dhlakama disse que a obra do líder do maior partido da oposição moçambicana tem dimensão mundial.

"Escolheste partir ao lado dos homens e mulheres que se negam a subjugação de qualquer espécie; preferiste partir no leito verde, capim, sinal de esperança do teu povo; homem como tu não morre, se reinventa, se multiplica para o bem da maioria", disse a família de Dhlakama.

Depois da despedida oficial, a urna com os restos mortais de Afonso Dhlakama seguiu para a sua terra natal, Mangunde, cerca de 300 quilómetros a sudoeste da Beira, onde vai ser sepultado na quinta-feira, 10, numa cerimónia restrita.

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