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Ministério público sul-africano pede prisão perpétua para assassino de moçambicanos

  • Simião Pongoane

Foto de arquivo

As autoridades suspeitam que dois casais de jovens imigrantes foram brutalmente assassinados, em 2016, por Welcome Solane Boni.

O Ministério Publico sul-africano pede a aplicação de quatro penas de prisão perpétua para um cidadão acusado de assassínio de quatro jovens imigrantes moçambicanos, em Outubro de 2016, usando uma bomba de petróleo numa residência no Soweto, em Joanesburgo.

O pedido foi apresentado, esta semana, no Tribunal de Palm Ridge, em Katlehong, cerca de 70 quilómetros a sudeste do centro da cidade de Joanesburgo, no início do julgamento do caso de homicídio de quatro jovens imigrantes.

Os procuradores suspeitam que os dois casais de jovens imigrantes foram brutalmente assassinados pelo cidadão sul-africano Welcome Solane Boni, de 45 anos de idade, por sinal dono da residência na qual ocorreu o crime.

Uma das vítimas estava grávida.

O Ministério Publicou arrolou seis testemunhas. O jovem imigrante moçambicano Simon Nhantumbo, que vivia com as vítimas e acompanhou tudo no dia do crime, foi o primeiro a prestar depoimento, descrevendo com pormenores o que aconteceu no fatídico dia 4 de Outubro último.

Questionado pela representante do Ministério Publico, o jovem disse que tudo começou com uma forte discussão entre o senhorio e um dos seus inquilinos de nome Carlitos Xadreque Tembe.

Depois, o senhorio saiu de casa por algum tempo e quando voltou disse que ninguém ia dormir naquela noite.

Welcome Solane Boni partiu uma das janelas do quarto onde se encontravam Carlitos, sua namorada Paulina Vilanculos e um casal de amigos.

Em seguida houve explosão e chamas. O jovem testemunha explicou que saiu do seu quarto e tentou em vão extinguir as chamas, mas já era tarde para Carlitos Tembe, único que morreu no interior do quarto.

Os outros três sofreram graves queimaduras e foram levados a Hospital de Baragwanath, no Soweto, onde perderam a vida em dias diferentes.

A Policia deteve Welcome Solane Boni, acusando-o de crime de homicídio voluntário.

Mas o acusado nega tudo, apesar de ter um cadastro criminal. Matou o seu próprio pai e fora condenado a 15 anos de prisão, dos quais cumpriu sete anos e foi posto em liberdade condicional.

Para o Ministério Publico, Welcome violou os termos da liberdade condicional ao assassinar os jovens imigrantes moçambicanos.

Os familiares das vitimas exigem prisão perpetua, segundo afirma Alberto Tembe, porta-voz dos familiares.

Mas Alberto Tembe reconhece que condenar Welcome Solani Boni à prisão perpetua jamais vai ressuscitar o seu sobrinho Carlitos e outros que morreram.

Perante esta realidade, Alberto Tembe exige indemnização ao governo sul-africano para sustentar as crianças dos malogrados.

O Ministério Publico sul-africano concorda com as famílias das vitimas, sobretudo em relação à prisão perpetua e acredita que o arguido vai apanhar quatro penas perpetuas.

O advogado do acusado promete fazer tudo ao seu alcance para minimizar o castigo do seu cliente. O julgamento prossegue.

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