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Manifestantes tailandeses desafiam a monarquia a implementar reformas


Manifestantes, Bangkok, 20 de setembro, 2020

Desafiando abertamente o rei tailandês Maha Vajiralongkorn, milhares de manifestantes marcharam em BangKok, neste domingo, 20, para apresentar demandas que incluem um pedido de reformas para restringir os seus poderes.

Os manifestantes ficaram cada vez mais ousados em dois meses de manifestações contra o Palácio Real da Tailândia e o sistema dominado pelos militares, quebrando um antigo tabu de criticar a monarquia - o que é ilegal segundo as leis de lesa-majestade.

O Palácio Real não estava imediatamente disponível para comentar. O rei, que passa grande parte do tempo na Europa, não está na Tailândia agora, reporta a Reuters.

Os manifestantes foram bloqueados por centenas de agentes de lei e ordem que controlavam as barreiras de controlo.

Os líderes do protesto declararam vitória após entregar à polícia uma carta detalhando as suas demandas. Phakphong Phongphetra, chefe do Departamento de Polícia Metropolitana, disse que a carta será entregue aos superiores para decidirem como proceder.

Vitória

"A nossa maior vitória nos dois dias é mostrar que pessoas comuns como nós podem enviar uma carta à realeza", disse Parit "Penguin" Chiwarak à multidão.

Na maior manifestação em anos, dezenas de milhares de manifestantes no sábado aplaudiram os apelos pela reforma da monarquia, bem como pela remoção do primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha, um ex-líder da junta, e uma nova constituição e eleições.

Pouco depois do nascer do sol de domingo, 20, os manifestantes colocaram uma placa, perto do Grande Palácio de Bangkok, na área conhecida como Sanam Luang.

A placa diz que "neste lugar, o povo expressou a sua vontade: que este país pertença ao povo e não seja propriedade do monarca, pois ele nos enganou".

O porta-voz do governo, Anucha Burapachaisri, disse que a polícia não usaria violência contra os manifestantes e que cabia à polícia determinar e processar qualquer discurso ilegal.

As autoridades de Bangkok iriam determinar se a placa era ilegal e, se fosse, seria removida, disse o vice-chefe de polícia de Bangkok, Piya Tawichai, a jornalistas.

Após o protesto, as pessoas fizeram fila para tirar fotos ao lado da placa, que também mostra uma mão fazendo a saudação com três dedos adotada pelos manifestantes pró-democracia.

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