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Manifestantes de Hong Kong colidem com a polícia no 99º dia de protestos


Hong Kong, 15 de Setembro, 2019

Manifestantes anti-governamentais entraram novamente em choque com a polícia, neste domingo, 15.

Os manifestantes atiraram pedras e coquetéis molotov contra as autoridades, que responderam com saraivadas de gás lacrimogêneo e jatos de água tingida de azul.

Alguns dos milhares de manifestantes atiraram tijolos contra a polícia, do lado de fora da base do Exército de Libertação do Povo Chinês, derrubaram e queimaram um dístico alusivo ao 70º aniversário da fundação da República Popular da China, a 1º de outubro.

A água tingida de azul é usada para que as autoridades possam identificar os infractores mais tarde.

A polícia disse em comunicado que "os manifestantes radicais ocupam actualmente a Harcourt Road, vandalizam os escritórios do governo central e lançam repetidamente bombas de gasolina".

Alguns dos manifestantes se envolveram em brigas de gato e rato com a polícia, incendiando ruas e bloqueando estradas no coração da cidade.

Foi o 99º dia dos protestos de verão que visavam promover a democracia no território chinês.

As manifestações começaram originalmente como protestos contra um projecto de lei que permitiria a extradição de suspeitos de crimes para julgamento na China continental.

Tal medida já foi retirada, mas os protestos continuam em oposição ao que os manifestantes consideram interferência de Pequim na supervisão de Hong Kong, apesar das promessas de autonomia enunciadas quando a Grã-Bretanha devolveu Hong Kong ao controlo chinês, em 1997.

Os manifestantes querem o sufrágio universal e investigações sobre o que chamam de má conduta policial no controlo das manifestações.

Protestos afectam a economia

No início deste domingo, os manifestantes se reuniram pacificamente do lado de fora do consulado britânico, carregando cartazes que diziam "Declaração Conjunta Sino-Britânica é NULA" e cantando "Deus salve a rainha".

Mais de 1.300 pessoas foram presas desde o início das manifestações, em Junho.

As manifestações, cada vez mais violentas prejudicaram a economia de Hong Kong, que já havia sido enfraquecida pelos aumentos tarifários recíprocos impostos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo chinês, Xi Jinping.

As duas maiores economias do mundo tentam negociar um novo acordo comercial. Mais negociações estão marcadas para o próximo mês, em Washington DC.

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