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Mali diz que Chade enviará mil soldados adicionais enquanto a França recua


Soldado da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a estabilização do Mali (MINUSMA) em Menaka, Mali. Outubro 22, 2021.

O Ministério das Relações Exteriores do Mali disse que o Chade planeia enviar mil soldados adicionais ao Mali para reforçar as suas tropas que lutam contra insurgentes, enquanto a França recua a sua presença militar na região do Sahel na África.

Soldados chadianos representam quase 1.400 dos 13.000 soldados da força de paz das Nações Unidas no norte e centro de Mali, onde uma insurgência islâmica floresceu apesar de um esforço de nove anos dos exércitos internacionais para contê-la.

A próxima implantação reforçará essas e outras tropas chadianas à medida que a França reduz a sua missão de contra-terrorismo regional de 5.000 pessoas conhecida como Barkhane, disse o Ministério das Relações Exteriores do Mali em comunicado na sexta-feira.

"A implantação faz parte de uma estrutura bilateral a pedido do governo do Chade para reforçar o seu contingente no norte do Mali após a reconfiguração da força de Barkhane", disse o ministério em comunicado.

O Presidente francês Emmanuel Macron cancelou na sexta-feira, 17, uma viagem de 20 a 21 de Dezembro ao Mali para visitar as tropas francesas em meio a preocupações com a disseminação da variante do coronavírus Omicron.

O porta-voz do governo do Chade, Azem Bermendoa, disse à Reuters no sábado que tropas adicionais seriam enviadas ao Mali, mas recusou-se a especificar o tamanho do contingente ou um cronograma de implantação.

"Após a retirada das tropas francesas, achamos urgente fortalecer a capacidade operacional e tática de nosso contingente enquanto esperávamos que o exército do Mali e os Capacetes Azuis (da ONU) reorganizassem seus posicionamentos", disse Bermendoa.

O Chade enviou cerca de mil soldados para a região da tríplice fronteira do Níger, Burkina Faso e Mali em Fevereiro para reforçar os exércitos nacionais, depois que a França cogitou publicamente reduzir sua presença regional.

A França planeia retirar quase metade do seu contingente até 2023, movendo mais activos para o Níger e encorajando outras forças especiais europeias a trabalhar ao lado dos exércitos locais.

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