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Caravana militar francesa enfrenta novos protestos na fronteira Burkina Faso - Níger


Nesta foto de arquivo, viatura de tropas francesas em África

PARIS, 27 de Novembro (Reuters) - Manifestantes no Níger bloquearam uma caravana militar francesa no sábado (27), pouco depois de cruzar a fronteira de Burkina Faso, onde ficou retida por uma semana, devido a manifestações contra a antiga potência colonial, disse o exército francês.

Soldados franceses e a polícia militar nigeriana dispararam tiros de advertência para evitar que os manifestantes se aproximassem dos seus veículos, antes da caravana continuar o seu caminho em direção à capital Niamey, disse o porta-voz do Exército, coronel Pascal Ianni.

A insatisfação pela presença militar da França nas ex-colónias tem aumentado no Níger, Burkina Faso e outros países da região do Sahel, na África Ocidental, onde a França tem milhares de soldados para lutar contra os afiliados locais da Al Qaeda e do Estado Islâmico.

No fim de semana passado, centenas de pessoas na cidade burquinabe de Kaya bloquearam veículos blindados e caminões de logística franceses, protestando contra o fracasso das tropas francesas em impedir a escalada de violência por militantes islâmicos.

O comboio, que partiu da Costa do Marfim para o norte do Mali, finalmente conseguiu deixar Burkina Faso na sexta-feira. Houve novos protestos a menos de 30 quilómetros da fronteira, na cidade de Tera, no oeste do Níger, onde pernoitou, disse Ianni à Reuters.

"Os manifestantes tentaram pilhar e apreender os camiões", disse Ianni.

"Houve tiros de advertência de polícias do Níger e soldados franceses." Um vídeo partilhado por uma autoridade local mostrou os manifestantes, a maioria homens jovens, gritando "Abaixo a França!”

A França interveio no Mali em 2013 para repelir militantes que tomaram o norte do deserto, antes de enviar soldados para o Sahel. Embora tenha morto muitos líderes jihadistas, a violência continuou a se intensificar e espalhar na região.

Nas manifestações em Burkina Faso e noutros lugares, os manifestantes citaram teorias da conspiração de que a França está secretamente a apoiar os militantes para justificar a sua presença militar contínua nas ex-colónias.

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