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Mais relatos de mortes por fome no Sul de Angola


Vinte pessoas terão morrido na Chibia onde muitas vezes a morte é causada por raízes venenosas comidas por pessoas esfomeadas

Como a VOA tem noticiado, continuam a chegar relatos de mortes por fome na província da Huíla.

Fome mata na Huíla – 1:34
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As mais recentes informações indicam que 20 pessoas já terão morrido de fome na comuna do Jau, no interior do município da Chibia, emconsequência da seca na região sul do país.

Por causa da fome, e na ausência de alternativas, muitas pessoas recorrem a raízes para saciar a fome, denuncia o professor Agostinho dos Santos.

“Muitos não sabem que aqueles tubérculos são venenosos e muita gente (crianças) está a morrer”, conta.

O catequista da Igreja Católica na localidade, Filipe Muandambei, fez contas e concluiu que “até aqui podemos dizer que mais de 20 pessoas já morreram por causa dessa associação doença e fome”.

Com a fome, cresce o grau de vulnerabilidade das comunidades e a má nutrição deixa marcas mais profundas.

“O que mais se destaca por enquanto é a má nutrição e quando a pessoa está mal nutrida realmente apresenta diarreias e outros tipos de patologias. Por exemplo, temos o registo de três crianças falecidas por fome, há o registo de outra morte nesta manhã de uma criança por fome”, revela o chefe do posto médico da comuna do Jau, Mário Chilanda.

Para mitigar a situação, o Governo central levou à comunidade 70 toneladas de bens alimentares.

O administrador municipal da Chibia, Sérgio Velho, diz que na circunscrição a fome afecta mais de cem mil pessoas e que só a próxima época agrícola poderá minimizar o fenómeno.

“Só com trabalho, só com produção é que vamos banir a fome fazer baixar o percentual da fome. Se nós não trabalharmos e estivermos sempre à espera de ajudas não iremos a lado nenhum”, conclui.

A Igreja Católica tem vindo a denunciar situações de tipo ao mesmo tempo que desenvolve uma campanha de ajuda aos mais necessitados e vários organizações da sociedade civil pediram ao Governo que declare estado de emergência na região para facilitar o acesso à ajuda internacional.

O Presidente João Lourenço visitou o Cunene há duas semanas tendo anunciado algumas medidas para mitigar a situação.

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