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Mais de 50 mortos na Turquia depois de terramoto que também atingiu ilhas gregas


Presidente turco Erdogan visita local onde um edifício desabou em Izmir, depois de um terramoto. 31 de outubro 2020

Pelo menos 51 pessoas morreram e quase 900 ficaram feridas no terramoto de 30 de outubro que derrubou edifícios na cidade turca de İzmir e gerou ondas em pelo menos duas ilhas gregas.

Equipas de resgate na Turquia na manhã de domingo resgataram um homem vivo dos escombros de um prédio desabado. O homem, identificado como Ahmet Citim, sobreviveu por 33 horas sob os destroços de um edifício residencial que foi destruído durante o terremoto.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan visitou Izmir no sábado à noite, onde prometeu que o governo ajudaria as vítimas que perderam as suas casas com moradia e aluguer temporários, e iniciaria a construção de novos edifícios.

O terremoto mortal de magnitude 7.0 originou numa falha geológica de 250 quilómetros ao largo da costa da ilha grega de Samos, cruzando o Mar Egeu que divide a Turquia e a Grécia. Seguiram-se centenas de tremores secundários.

Poucas horas depois do terramoto, o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis fez uma rara ligação telefónica ao presidente turco para oferecer suas condolências.

“Quaisquer que sejam nossas diferenças, estes são momentos em que as pessoas precisam estar juntas”, postou Mitsotakis no Twitter.

Erdogan respondeu num tweet idêntico: "Que dois vizinhos mostrem solidariedade e apoio em tempos difíceis é mais valioso do que muitas coisas na vida."

Os Estados Unidos saudaram a diplomacia do terramoto greco-turco e expressaram disposição para ajudar os dois países da NATO.

"É ótimo ver os dois países a colocarem as suas diferenças de lado para ajudar um ao outro num momento de necessidade. Os Estados Unidos também estão prontos para ajudar", disse o conselheiro de segurança nacional dos EUA, Robert O'Brien.

A França também ofereceu ajuda aos países, estendendo "total solidariedade à Grécia e à Turquia".

Embora a Grécia e a Turquia sejam membros da NATO, talvez não haja duas nações aliadas e vizinhas cujas negociações tenham sido marcadas por tantos conflitos e desconfiança. Mais recentemente, ambos os lados foram envolvidos num impasse de energia acalorada no Mediterrâneo oriental, levando-os à beira da guerra durante o verão.

A União Europeia e os Estados Unidos vêm trabalhando há meses na esperança de sentar os dois lados para negociar as suas diferenças, mas sem sucesso.

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