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Macron e Scholz procuram fim diplomático das tensões na Ucrânia


Bandeira da Ucrânia, Kharkiv, 2022

Antony Blinken afirmou "o apoio inabalável dos Estados Unidos à soberania da Ucrânia"

Dois proeminentes líderes europeus têm agendadas viagens para as capitais da Rússia e da Ucrânia, nos próximos dias, para conversar com seus homólogos sobre medidas diplomáticas para aliviar as crescentes tensões em torno da potencial invasão da Ucrânia por Moscovo.

O presidente francês Emmanuel Macron deve chegar a Moscovo na segunda-feira (7) e a Kiev na terça-feira (8). Na semana seguinte, o chanceler alemão Olaf Scholz deve visitar Kiev, a 14 de fevereiro e Moscovo, no dia seguinte.

De acordo com uma reportagem do New York Times, enquanto as tropas da Rússia ao longo da fronteira não estão prontas para lançar uma invasão total da Ucrânia, secções de seu exército “parecem estar nos estágios finais de prontidão para acção militar, caso o Kremlin ordene”.

Moscovo enviou mais 10.000 soldados para a região, escreve o Times, além dos milhares de soldados já enviados para a área.

Enquanto isso, a Casa Branca repudiou uma reunião de sexta-feira entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente russo Vladimir Putin, na qual revelaram uma aliança estratégica voltada contra os EUA.

"O que controlamos são os nossos próprios relacionamentos e a protecção dos nossos próprios valores, e também procuramos maneiras de trabalhar com países, mesmo onde discordamos", disse a adida de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, a jornalistas.

Na reunião, Xi endossou as exigências de Putin contra a expansão da NATO e obter garantias de segurança do Ocidente, questões que levaram ao impasse da Rússia com os Estados Unidos e seus aliados sobre a Ucrânia. Enquanto isso, Moscovo expressou seu apoio à posição de Pequim de que Taiwan é parte inalienável da China.

Putin-Xi, uma relação que pode "distrair" Biden da sua prioridade em política externa
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Os dois líderes se encontraram na Diaoyutai State Guesthouse, em Pequim, na tarde de sexta-feira (4), de acordo com a emissora estatal chinesa CCTV, horas antes do início dos Jogos Olímpicos de Inverno, que diplomatas dos EUA, Grã-Bretanha e outros países boicotam por abusos de direitos humanos.

Tensão

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, conversou por telefone na sexta-feira com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, sobre o acúmulo militar da Rússia ao longo da fronteira com a Ucrânia e a ameaça de conflito armado.

Ele afirmou "o apoio inabalável dos Estados Unidos à soberania da Ucrânia" e deixou claro que os Estados Unidos estão dispostos a "impor consequências rápidas e severas à Rússia se optar por escalar" a situação, de acordo com um comunicado do Departamento de Estado.

Na quinta-feira, um alto funcionário do governo Biden disse que os EUA têm informações indicando que a Rússia desenvolveu um plano para encenar um falso ataque militar ucraniano em território russo e aproveitá-lo como pretexto para um ataque contra a Ucrânia.

Inventar um vídeo de tal ataque é uma das várias opções que o Kremlin está a formular para usar como uma desculpa para invadir a Ucrânia, disse o funcionário.

"O vídeo será divulgado para ressaltar uma ameaça à segurança da Rússia e para sustentar as operações militares", disse o funcionário, que pediu anonimato.

"Este vídeo, se divulgado, pode dar a Putin a faísca de que ele precisa para iniciar e justificar as operações militares contra a Ucrânia", acrescentou o funcionário.

O funcionário disse que o governo Biden está a divulgar detalhes sobre os supostos planos para dissuadir a Rússia.

Em entrevista na quinta-feira à MSNBC, o vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jonathan Finer, disse: "Não sabemos definitivamente se esse é o caminho que eles vão seguir, mas sabemos que essa é uma opção em consideração".

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