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Macky Sall reitera que vai a Moscovo e Kyiv em breve em nome da União Africana


Presidente senegalês Macky Sall acolhe o chanceler alemão Olaf Scholz no Palácio Presidencial em Dacar, 22 Maio 2022

Chanceler alemão inicia em Dacar visita a três países africanos com negócios de gás na agenda

O Presidente senegalês, Macky Sall, reiterou que em breve visitará a Rússia e a Ucrânia numa missão da União Africana (UA), que preside neste momento.

Sall fez o anúncio numa conferência de imprensa neste domingo, 22, em Dacar, juntamente com o chanceler alemão Olaf Scholz, que começou uma visita que o levará ao Níger à África do Sul.

Schols tgem na agenda a importação de gás dos países africanos.

A viagem de Macky Sal, inicialmente marcada para 18 de Maio, não foi possível "por motivos de calendário", segundo ele, sem revelar as novas datas que já foram propostas.

"Assim que (as datas) forem determinadas, naturalmente irei a Moscovo, e também a Kyiv, e também concordamos em reunir todos os Chefes de Estado que desejam, da União Africana, com o Presidente Zelensky, que expressaram a necessidade de se comunicar com os chefes de Estado africanos", afirmou Macky Sall, dizendo que "isso também será feito nas próximas semanas."

Na agenda, Sall quer libertar as exportações de trigo para os países africanos.

Berlim de olho no gás

No início da sua visita a três países africanos, o chanceler alemão garantiu que activamente para pressionar pelo reinício das exportações de grãos da Ucrânia para a África, que foram interrompidas como resultado da invasão da Rússia.

Ao falar em Dacar, Olaf Scholz destacou a "necessidade de se garantir a transferência constante de fertilizantes para fora da África".

"Começamos a trocar ideias sobre isso e, após essas conversas, continuaremos a fazê-lo com muita intensidade no nível técnico", disse Scholz ao lado de Sall, quem reiterou que o seu Governo está "interessado em fornecer gás ao mercado europeu".

A Alemanha também quer colaborar mais com o Senegal em projectos de energia solar e eólica, disse o chanceler, bem como gás natural liquefeito (GNL).

A medida ocorre no momento em que a Alemanha busca reduzir sua dependência da energia russa após o conflito na Ucrânia.

O Governo senegalês anunciou que pretende começar a exportar GNL no Outono de 2023, embora o mercado identificado, até agora, seja o asiático.

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