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Lula da Silva recorre ao Supremo para evitar prisão


Lula da Silva

Oposição e Governo com leituras diferentes

Após a maioria dos juízes da 5ª Turma do Superior Tribunal Justiça (STJ) votar a favor da prisão do ex-Presidente Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores (PT) já aposta todas as fichas no Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão com base em um pedido de habeas corpus apresentado anteriormente pela defesa dele.

O vice-líder do partido, Wadih Damous, afirma que a mais alta corte do país não pode se omitir.

“A última palavra é do Supremo e é muito importante que a presidente Carmen Lucia se comporte como presidente do Supremo Tribunal Federal e não como árbitra do processo político”, disse.

Entre os apoiantes do Governo, a avaliação é de que o Superior Tribunal de Justiça acertou na decisão e há quem aposte que a prisão do ex-governante brasileiro deve acontecer já nas próximas semanas, como avalia o vice-líder do governo Temer, Darcísio Perondi (MDB).

“Ele deve ir para a cadeia. Ele misturou o dinheiro privado com o dinheiro público. Já está a decisão do Tribunal Regional de Porto Alegre a prisão imediata”, ressaltou Perondi.

O deputado José Carlos Araújo (PR), que foi o presidente do Conselho de Ética quando o mandato do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi cassado, diz que o momento é de cautela e se Lula da Silva realmente for preso pode haver uma comoção nacional.

“Ninguém sabe o que pode acontecer. A própria justiça tem que medir o impacto que isso pode causar. Por enquanto, o povo está muito quieto. Vamos ver o que o povo irá dizer”, alertou.

Na avaliação do advogado constitucionalista Mário Lúcio Quintão, a decisão do STJ reforça o risco de Lula da Silva se tornar inelegível.

“Após os julgamentos dos embargos provavelmente a defesa do Lula entrará com habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal. Aí será um julgamento mais complexo e não podemos prever o resultado. Que o Lula está inelegível parece que sim. Agora, quanto à prisão dele acho que é uma questão que cai mais no terreno político”, argumentou aquele jurista.

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