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Lourenço avisa que luta contra a corrupção vai fazer cair "camaradas"


João Lourenco substitui José Eduardo dos Santos

Novo líder do MPLA diz que ser do partido não signifiaca "abrir uma porta para alcançar benesses com facilidade"

“Nesta luta, o MPLA deve assumir o papel de vanguarda e de líder, mesmo que os primeiros a tombar sejam altos militantes e altos dirigentes do partido”, alertou o novo Presidente do partido no poder em Angola e Chefe de Estado.

O aviso foi feito neste sábado, 8, em Luanda pelo novo líder dos camaradas, João Lourenço,que voltou a colocar a tónica da sua intervenção na luta contra “a corrupção, o nepotismo, a bajulação e a impunidade que se implantaram no nosso país nos últimos anos e que muitos danos causam à nossa economia, porque minam a reputação e a credibilidade do país”.

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Dado o mote de um discurso não tão protocolar como era esperado, Lourenço, eleito com 98,59% dos votos delegados, alegou que “estes males são o inimigo público número um contra o qual temos o dever de lutar e vencer” e que a justiça vai se fazer sentir sobre “os que tenham cometido crimes ou que, pelo seu comportamento social, estejam a sujar o bom nome do partido”.

Fim de classe empresarial próxima do poder

Os congressistas não se coibiram em fazer ouvir os seus aplausos em pé durante o discurso que foi transmitido apenas pela televisão e pela rádio públicas.

Em jeito de linhas da sua actuação à frente do MPLA, Lourenço advertiu que “ser do MPLA não signifiqua abrir uma porta para alcançar benesses com facilidade ou de se estar mais próximo da possibilidade de se ser nomeado. Ser do MPLA deve significar sobretudo servir Angola e os angolanos”.

Ao referir-se à classe empresarial, na sua maioria esmagadora pertencente ou próximo ao partido, Lourenço garantiu que não irá confundir “a necessidade de se promover uma classe empresarial forte e dinâmica, de gente honesta que ao longo dos anos crie emprego, com a que tem enriquecimento fácil ilícito e injustificável feito à custa do erário público que é património de todos os angolanos”.

Ele foi mais longe e avisou que “não permitiremos que comportamentos dessa minoria gananciosa manchem o bom nome deste grande partido que foi criado com suor e sangue para defender uma causa nobre”.

João Lourenço recorreu ao seu tema de campanha para a Presidência da República em 2017 para lembrar que “temos todos consciência de que só construiremos um futuro melhor se tivermos a coragem de corrigir o que está mal e melhorar o que está bem”.

Antecessores

O novo timoneiro do poder em Angola não se esqueceu dos seus antecessores, com destaque para o fundador do MPLA e primeiro Presidente da República.

“Homenagear Neto é algo que deve acontecer todos os dias das nossas vidas”, referiu João Lourenço, que garantiuu que haverá uma “homenagem maior” a 17 de Setembro de 2022, aquando do seu centenário.

José Eduardo dos Santos também recebeu palavras de Lourenço, lembrando que “trouxe a paz definitiva e a reconciliação entre irmãos antes desavindos”.

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