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Lobito produz farinha em tempo de ‘’monopólio’’ estrangeiro na importação

  • João Marcos

Fábrica produz de farinha 12 anos depois do seu encerramento.

A província angolana de Benguela volta a produzir farinha de trigo numa altura em que grupos económicos estrangeiros são acusados de monopolizar a importação do produto, levando ao sufoco dos nacionais.

Doze anos depois, com debates sobre o aumento do preço do pão pelo meio, está de regresso a fábrica que fechou as portas devido a imposições próprias de uma economia de mercado.

A Cerangola, no Lobito, regressa ao mercado com 100 toneladas de farinha por dia e 30 de farelo.

O presidente do Conselho de Administração, Adérito Areias, diz que a fábrica representa um desafio para os homens do campo.

“Estamos capacitados para receber aqui na Cerangola 10 de Dezembro toda a produção de trigo em Angola. Temos muitas áreas potenciais’’, salienta o empresário.

Por seu lado, o director provincial da Indústria, Máquina Mussolo, que também solicita ousadia aos agricultores, pensa na redução das importações de farinha de trigo.

“É uma grande oportunidades para os agricultores. Vai ser uma mais-valia, já que o cereal é bastante importante também para os animais’’, refere.

Enquanto isso, dominam o mercado grupos económicos estrangeiros para a insatisfação de Gilberto Simão, presidente da Associação das Indústrias de Panificação e de Pastelarias de Angola

“Gozam de grande poder económico e praticam o açambarcamento e capitalismo selvagem. Trata-se, portanto, de uma concorrência desleal que aniquila o industrial angolano’’, sustenta o presidente, que fala de uma ‘’casta de não angolanos que monopolizam a importação porque o país não faz trigo’’.

Ao Porto do Lobito, chegaram já as primeiras cinco mil toneladas de trigo para a Cerangola, mais de duas semanas após o acto simbólico de reinauguração da fábrica.

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