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Líderes sociais cabo-verdianos pedem medidas de protecção de menores

  • Eugénio Teixeira

Cidade da Praia, Cabo Verde

País viu aumentar violações sexuais e crimes contra menores

Cabo Verde registou no último ano um grande aumento de casos violações de sexuais contra menores, de acordo com relatório da Procuradoria-Geral da República que vai ser debatido em breve na Assembleia Nacional.

Esse aumento deve-se a fragilidades económico-sociais das famílias, perda de valores e falta de respostas rápidas das intuições judiciais na resolução dos casos denunciados, dizem líderes de organizações que lidam com essa problemática.

A presidente da Associação de Apoio às Crianças Desfavorecidas (Acrides) diz registar com grande preocupação o aumento de número de casos de exploração e abusos sexuais de menores, “situação que vai ganhando corpo sobretudo no seio familiar”.

Lourença Tavares considera que se deve reforçar mecanismos de abordagem sobre a problemática, que passa por reforço de políticas da inclusão social, transmissão de valores nas escolas, comunicação social e respostas em tempo célere da justiça.

“Estamos no momento de sentarmos e pensarmos essa questão, o papel de cada instituição, sobretudo da inclusão social do ministério da família. Cabo Verde mais do nunca tem quadros como psicólogos, assistentes e educadores socais preparados para desenvolver um bom trabalho nessa área, temos sim falta de acções direccionadas à família que permitam a educação, orientação e formação das nossas crianças e jovens, sem esquecer o papel da Justiça que não tem ajudado muito”, defende Tavares.

Na mesma linha, a presidente da Fundação Infância Feliz considera que são precisas acções práticas, porquanto teoricamente o país até possui boas leis.

Adélcia Pires afirma que a associação que dirige tem jogado na prevenção, com a obtenção de resultados positivos, mas entende que por se tratar de uma matéria complexa deve-se fazer um trabalho concertado envolvendo as diferentes estruturas públicas e privadas que lidam com crianças e jovens.

“Reforço dos valores que se vão perdendo, a aposta na educação, formação, melhoria das condições socioeconómicas das famílias, evitando que os filhos possam enveredar por conseguir dinheiro fácil revelam-se importante, já que isso está ganhar proporções preocupantes”, realça a antiga primeira-dama.

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