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Líderes do G-20 analisam hoje crise humanitária no Afeganistão


Primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte., é o anfitrião da cimeira virtual

Os presidentes e chefes de Governo das principais economia do mundo, G-20, reúnem-se nesta terça-feira, 12, para discutir formas de atender à crise humanitária, económica e de segurança no Afeganistão.

O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, é o anfitrião da cimeira e estão garantidas as presenças do secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, do Presidente dos EUA, Joe Biden, do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e líderes dos países europeus.

O chefe de Política Externa da União Europeia (UE), Josep Borrell, prometeu ajuda na segunda-feira,11, ao justificar numa reunião ministerial que "a situação humanitária e socioeconómica no Afeganistão está à beira do colapso".

“Hoje concordamos em ter uma abordagem equilibrada para dar apoio directo à população afegã a fim de evitar uma catástrofe humanitária, embora certamente não reconheçamos o Taleban”, disse Borrell, assegurando que a ajuda será entregue através dos “nossos parceiros multilaterais, respeitando os nossos princípios de engajamento acordados.”

Por seu lado, António Guterres disse também ontem que o Afeganistão enfrenta um "momento decisivo" e chamou o “mundo a agir”.

Antes da chegada ao poder do talibã, a ajuda internacional respondia por 75% dos gastos do Estado no Afeganistão, mas governos e organizações internacionais cortaram esse financiamento e congelaram os activos do país.

Guterres lembrou que os bancos no Afeganistão estão a fechar as portas e que a assistência médica e outros serviços essenciais foram suspensos em muitos lugares.

Ele alertou que a crise humanitária, que afecta metade da população do país, cresce a cada dia.

“O povo afegão não pode sofrer uma punição colectiva porque o Talibã se comportou mal”, concluiu Guterres em jeito de apelo aos líderes do G20 que hoje analisam a resposta a dar à situação naquele país

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