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Líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo volta a denunciar assassinatos no centro de Moçambique


Mariano Nhongo (de gravata) e membros da sua Junta Militar

O líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, voltou a denunciar, esta sexta-feira, 29, a intensificação de rapto e assassinato de suspeitos de ligação com o grupo de dissidentes, após suposta reativação de esquadrões de morte em finais de 2019.

Nhongo disse que várias pessoas, por suspeitas de apoiar o grupo, foram raptadas nas suas casas e nas ruas das aldeias de Nhamatanda (Sofala) e Gondola (Manica), zonas próximas das estradas com frequentes ataques armados, atribuídos pelas autoridades à autoproclamada Junta Militar da Renamo, e nalguns casos reivindicados pelo grupo.

“Por dia, de dia e noite, perdemos cinco a seis pessoas, por serem capturados e mortos, pessoas inocentes e que não sabem de nada” disse ao telefone o antigo estratega militar do líder histórico da Renamo, Afonso Dhlakama, aparentemente a partir das matas da Gorongosa.

Nas operações militares para sua captura, prosseguiu Mariano Nhongo, as forças estatais, além de raptar e matar, destroem palhotas e moageiras da população e roubam animais.

“As forças armadas do governo estão a violar os direitos da população” acusou Mariano Nhongo, que denunciou ao mesmo tempo casos de violação sexual de mulheres que vão à procura de água nos rios na Gorongosa.“Com esses raptos, assassinatos, queimar casas, arrancar coisas da população e violar mulheres, o governo esta a errar” acrescentou.

Por outro lado, Mariano Nhongo, reiterou que o grupo sob seu comando, não vai entregar as armas na segunda fase do processo de desarmamento, a ser retomado nos próximos meses no centro de Moçambique.

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