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Kupapatas manifestam-se em Benguela


Moto taxistas manifestam-se

Centenas de motos apreendidas pela polícia em operações de controlo que provocaram as manifestações. POlicia dispara gaz lacrimógeneo

Vários alunos de duas escolas da cidade de Benguela desmaiaram nesta segunda-feira, 16, por inalação de gás lacrimogéneo usado pela Polícia Nacional para dispersar uma manifestação de motoqueiros que protestavam contra a apreensão de motorizadas alegadamente sem requisitos para circular.

Motoqueiros manifestam-se em Benguela - 2:25
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Enquanto um grupo de moto-taxistas gritava à porta da Unidade de Protecção das Individualidades Protocolares UPIP, onde se encontram retidas centenas de motas, outro circulava por diferentes artérias da cidade com palavras de ordem críticas ao regime angolano.

Numa das suas incursões, na zona entre o liceu e a escola 10 de Fevereiro, os manifestantes viram a Polícia lançar gás lacrimogéneo, mas os efeitos, conforme confirmou à VOA uma fonte hospitalar, foram sentidos por alunos que testemunhavam a contenda.

Pelo menos 4 adolescentes, com idades entre os 13 e 15 anos, foram transportados pela ambulância do INEMA, Instituto Nacional de Emergências Médicas, onde começou o processo de reanimação, numa altura em que dez outras apresentavam sinais de estarem afectados pelo gaz.

À porta da UPIP, na primeira de quase cinco horas de protestos, os conhecidos kupapatas, criticavam a medida policial minutos depois de uma passagem pela casa do governador provincial, Rui Falcão, e pela sede do Governo de Benguela

“A Polícia está a tirar emprego a muita gente, muitas famílias vão passar mal e a criminalidade vai aumentar”, disse um dos moto taxistas.

Em reacção, o porta-voz do Comando Provincial da Polícia, Pinto Caimbambo, explica que o código de estrada impõe esta ‘’operação stop’’.

O porta-voz fez notar que a policia tem estado a aviar os moto taxistas para obedecerem às leis há dez anos.

Manifestação à porta de unidade policial contra apreensão de motorizadas em Benguela
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‘’O motoqueiro deve-se fazer acompanhar da documentação, dois capacetes, um para o ocupante, e a mota em condições razoáveis de circulação”, disse.

“Estamos a avisar há dez anos, desde 2008, então não podemos denegar a nossa responsabilidade, vamos continuar’’, acrescentou.

Uma semana após o início das operações o superintendente-chefe prefere não avançar números, mas há informações que apontam para mais de quinhentas motorizadas apreendidas.

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