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Jovem guineense diz que não há ofertas de emprego formal no país

  • Danielle Stescki

João Miranda, jovem guineense

João Miranda, de 30 anos, é técnico em construção civil em Guiné-Bissau. Está a estudar administração para ver se consegue ganhar um pouco mais, porém ele conta que na capital guineense só consegue trabalho temporário.

“É uma luta intensa. Não há trabalho".

Miranda lembra que os guineenses desconhecem o que é estabilidade. Desde a sua independência, o país tem uma história de instabilidade política, e desde o início da abertura democrática nenhum presidente eleito conseguiu completar com sucesso um mandato de cinco anos.

Ele diz que já existem actualmente muitos conflictos na Guiné, e que constantemente outros são iniciados.

"Um país não pode viver nessas condições, e como podemos notar, já estamos no quinto Governo eleito".

A Guiné-Bissau passa por uma crise política desde 12 de Agosto de 2015, quando o Presidente José Mário Vaz demitiu o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.

Umaro Sissoco, que foi empossado como primeiro-ministro a 18 de Novembro de 2016, lidera o quinto Governo da legislatura iniciada em 2014.

Miranda acredita que a situação na Guiné-Bissau só vai mudar quando o povo tomar uma decisão. No entanto, ele afirma que os guineenses não sabem o que querem, e por isso os problemas tendem a repetir-se.

João Miranda crê que o povo do seu país em breve poderá chegar a uma conclusão,- como ele conseguiu recentemente com a ajuda do Movimento Voz de Cidadão do Mundo e do Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados.

Miranda afirma que esses dois movimentos estão a actuar positivamente e, por isso, acredita que aos poucos irão conseguir sensibilizar os guineenses para que saibam quais são os seus direitos e deveres.

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