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José Filomeno dos Santos libertado em Luanda


Depois de sair da prisão foi visitar o pai, antigo Presidente

O antigo presidente do Fundo Soberano de Angola, José Filomeno dos Santos, foi libertado no início da tarde deste domingo, 24, confirmou à VOA o porta-voz dos Serviços Prisionais, Menezes Cassoma.

O mandado de soltura foi enviado no final da manhã pela Procuradoria Geral da República (PGR), tendo os Serviços Prisionais apressado a soltar Santos, mesmo sendo domingo, "para não incorrer em crime de cárcere privado", explicou Cassoma.

Até ao início da noite deste domingo, a PGR não tinha emitido qualquer comunicado a justificar a soltura de Santos, ao contrário do que fez na sexta-feira, 22, após ter ordenado a libertação de Jean-Claude Bastos de Morais, director-geral da Quantum Global e detido juntamente com o antigo presidente do Fundo Soberano.

Visita ao pai

Depois de deixar a cadeia, José Filomeno dos Santos foi visitar o pai, o antigo Presidente José Eduardo dos Santos, mas no final da tarde já se encontrava em casa dele, disseram fontes seguras à VOA.

Santos foi colocado em liberdade dois dias depois de o antigo director-geral da Quantum Global, Jean-Claude Bastos de Morais, ter sido também libertado.

Prisão e acordo

Ambos tinham sido detidos a 24 de Setembro pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de burla, associação criminosa, corrupção, recebimento indevido de vantagem, entre outros.

Na terça-feira, 19 de Março, a VOA revelou que um tribunal das Ilhas Maurícias tinha retirado as acusações contra a Quantum Global, depois de a empresa ter chegado a um acordo com as autoridades angolanas.

Na altura, dissemos que o director executivo da Quantum Global, Tobias Alexander Klein, havia entregue a um tribunal das ilhas Maurícias uma declaração juramentada na qual afirmava que "os diferendos" entre a Quantum Global e o Governo de Angola estavam resolvidos.

As duas partes "concordaram em retirar todas as queixas em tribunais e nenhuma outra queixa será apresentada", disse Klein, acrescentando que “a Procuradoria-Geral de Angola decidiu abandonar os procedimentos em curso contra ele em instituições penais".

PGR explica

Na sexta-feira, 22, depois da soltura de Jean Claude Bastos de Morais, a PGR, emitiu um comunicado no qual garantiu que “foram recuperados todos os activos financeiros e não financeiros pertencentes ao Fundo Soberano de Angola (FSDEA), que se encontravam sob gestão do Sr. Jean-Claude Bastos de Morais e das empresas do grupo Quantum Global, estando já os mesmos em posse daquela instituição (Fundo Soberano de Angola).

O valor global recuperado é de “cerca de dois mil e 350 milhões de dólares domiciliados em bancos no Reino Unido e das Ilhas Maurícias”, acrescentou a PGR que adiantou ter também recuperado “o património avaliado em cerca de mil milhões de dólares americanos, constituído por empreendimentos hoteleiros, minas de ouro, fazendas e resorts, sedeados em Angola e no exterior”.

Ao contrário, a PGR não emitiu hoje qualquer comunicado a explicar a soltura de José Filomeno dos Santos.

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