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Jornalistas de órgãos privados em Malanje "impedidos" de cobrir eleições

  • Isaías Soares

Marcelino Gimbi, jornalista da Rádio Despertar em Malanje, Angola

Comissão Provincial Eleitoral não deu a credencial necessária

Jornalistas de órgãos privados de comunicação social que trabalham em Malanje não foram credenciados pela Comissão Provincial Eleitoral (CPE) para acompanhar o acto eleitoral.

Questões de natureza burocrática excluíram aquele grupo de profissionais também da preparação das eleições gerais.

Marcelino Gimbi,correspondente da Rádio Despertar diz que apenas vai limitar-se a cumprir com o seu dever cívico: votar.

“Não teremos como cobrir as eleições, não fomos credenciados”, disse, reclamando que “o órgão que atende a área não credenciou, nem comunicou atempadamente os órgãos privados desta província, razão pela qual não teremos neste dia como desdobramo-nos para a cobertura eleitoral”.

Em Malanje, operam correspondentes da Rádio Mais, Rádio Kairós, Rádio Ecclésia, Jornal o País e TV Palanca.

Malanje em tempo de campanha eleitoral
Malanje em tempo de campanha eleitoral

Há duas semanas, o presidente da CPE, José Muhongo, disse à VOA que o órgão estava em contacto com os meios privados de comunicação para o seu credenciamento, mas até agora não houve qualquer decisão.

Esta terça-feira, 22, conhecido como dia de reflexão, foi igualmente marcado por uma manifestação defronte à sede da CPE nas primeiras horas da manhã de delegados da Unita que não foram credenciados e membros das assembleias de mesas.

A polícia foi accionada para dispersar os manifestantes, mas ninguém foi detido

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