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Jornalista moçambicano acusado de instigação pública ao crime


Amade Abubacar, detido e mantido em secredo pelas autoridades, vai responder por "usar computadores" para instigar crime

O jornalista moçambicano Amade Abubacar, detido pela polícia a 5 de Janeiro quando fazia entrevistas em Macomia, a província de Cabo Delgado, foi acusado de “instigação pública ao crime”, disse o porta-voz do Gabinete da Procuradoria de Cabo Delgado, Armando Wilson, citado nesta quinta-feira, 17, pelo jornal independente “O Pais”.

Wilson adiantou que Abubacar está no comando policial em Mueda e que em breve será enviado a Macomia para ser interrogado por um juiz.

De acordo com o documento elaborado pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Abubacar é acusado de “instigação pública ao crime através do uso de computadores”, uma ofensa acrescentada ao Código Penal em 2014.

Amnistia Internacional pede libertação de jornalista moçambicano

Amade Abobacar foi detido quando entrevistava famílias que fugiam dos ataques dos grupos armados que têm aterrorizado o norte de Cabo Delgado.

A família do jornalista vive apreensiva por desconhecer a sua situação e por não ter conseguido falar com ele, nem o seu advogado.

Da Amnistia Internacional a grupos nacionais de defesa dos direitos humanos e da imprensa, a colegas de profissão, de forma colectiva ou individual, multiplicam-se os apelos diários pela libertação imediata e incondicional de Amade Abubacar.

O Conselho Superior dos Meios de Comunicação Social (CSCS), órgão de vigilância sobre questões de liberdade de imprensa e o direito à informação estabelecido pela constituição moçambicana, instou as forças de defesa e segurança a libertarem Abubacar e a cumprirem a lei.

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