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Jornalismo investigativo tem ajudado a denunciar violações dos direitos humanos em Moçambique


Conclusão é do Instituto de Comunicação Social da África Austral

O Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA, na sigla em inglês) considera que o jornalismo investigativo em Moçambique está a contribuir para a denúncia de casos de violação dos direitos humanos no país.

Esta é uma das conclusões do estudo sobre "Jornalismo Investigativo e Direitos Humanos", realizado de Janeiro a Novembro deste ano, abrangendo os principais jornais moçambicanos.

Jornalismo investigativo tem ajudado a denunciar violações dos direitos humanos em Moçambique
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A directora da Faculdade de Ciências de Linguagem, Comunicação Social e Artes na Universidade Pedagógica, Leonilda Sanveca, da equipa de investigadores, disse que o objectivo era avaliar a forma como a imprensa moçambicana aborda a questão dos direitos humanos na perspectiva de jornalismo invstigativo em Moçambique.

Sanveca afirmou que as temáticas elaboradas para o estudo estão baseadas nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, e as mais recorrentes "incidem sobre questões de governação e transparência".

A especialista explicou que "isto significa que Moçambique ainda está muito aquém de trazer uma governação transparente".

"Temos também problemas de reassentamentos populacionais, sobretudo como resultado dos grandes investimentos de megaprojectos, bem como problemas ligados às dívidas ocultas", continuou Leonilda Sanveca.

O estudo foi patrocinado pela Delegação da União Europeia em Moçambique, que anunciou também um concurso para premiar o melhor trabalho de jornalismo investigativo sobre direitos humanos.

O embaixador da União Europeia em Moçambique, Sven Von Burgsdorff, disse que a questão dos direitos humanos "ainda é um desafio porque, por exemplo, temos uma situação em que mais de metade das raparigas menores de 18 anos são casadas, e isso é uma violação da mulher por ser mulher".

Von Burgsdorff referiu que para além disso, "45 por cento das crianças moçambicanas menores de cinco anos sofrem de subnutrição crónica; temos também casos não resolvidos ao nível da violência policial e assassinatos; tudo isso são abusos do poder público".

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