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Jacob Zuma responde a 18 acusações de corrupção no tribunal


Jacob Zuma

Julgamento começa na sexta-feira, 6

O julgamento do antigo Presidente sul-africano, Jacob Zuma, inicia nesta sexta-feira, 5, no Tribunal Supremo de Durban.

Zuma enfrenta 18 acusações de fraude, corrupção, lavagem de dinheiro e burla cometidos há 18 anos.

As acusações contra Jacob Zuma estão relacionadas com 783 questionáveis pagamentos que terá recebido quando era director do Desenvolvimento Económico e Turismo na província de Kwazulu-Natal no final da década de 1990.

Os pagamentos foram feitos no processo de procurment do programa multimilionário de compra de armamento então avaliado em 5 mil milhões de dólares norte-americanos para as forcas armadas da África do Sul.

O seu então conselheiro financeiro Shabir Schaik foi julgado e condenado a 15 anos de prisão em casos relacionados com o mesmo processo e Jacob Zuma foi destituído do cargo de vice-presidente do país por Thabo Mbeki quando emergiram as acusações durante o julgamento de Sheik.

No entanto, a Autoridade Nacional da Procuradoria retirou as acusações do tribunal considerando ter havido interferência política para prejudicar as aspirações de Zuma de ser Presidente.

A Aliança Democrática, o maior partido da oposição, insistiu e ganhou em tribunal a retomada do processo contra Zuma.

A nova liderança do ANC defende que o partido não vai apoiar membros e dirigentes corruptos nos tribunais.

O partido no poder diz que os seus membros são livres para apoiarem Jacob Zuma no tribunal a título particular sem regalias do partido no poder.

Entretanto, os simpatizantes de Zuma mobilizam apoios na província de Kwazulu-Natal para o seu antigo líder.

O académico e analista independente Siptho Siepe considera que o julgamento é um sinal de desprezo aos negros pela minoria branca ainda influente na África do Sul.

A equipa de defesa de Jacob Zuma preparou-se para bloquear o julgamento que deve começar nesta sexta-feira.

Alguns analistas consideram que a batalha judicial poderá durar meses ou mesmo anos, mas depois poderão seguir outros casos judiciais relacionados com a influência privada nos interesses do Estado pela família milionária Gupta, de origem indiana, nos últimos anos da presidência de Jacob Zuma.

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