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Israel e Hamas aceitam cessar-fogo que entra em vigor nesta sexta-feira


Joe Biden fala sobre o cessar-fogo

Presidente Joe Biden fez o anúncio depois de muita pressão sobre o primeiro-ministro israelita

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou que o primeiro-ministro israelita o informou nesta quinta-feira, 20, que "concordou com um cessar-fogo mútuo e incondicional" com o grupo palestiniano Hamas.

O cessar-fogo começa às duas da manhã (hora local) de sexta-feira, 21, e surge com a mediação do Egipto e uma forte pressão dos Estados Unidos e aliados, principalmente sobre o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

"Mantivemos intensas discussões de alto nível, hora a hora, literalmente", acrescentou Biden, que falou em "diplomacia silenciosa" dos EUA para chegar a um acordo.

O Presidente americano revelou ter falado com Netanyahu seis vezes nos últimos 11 dias como parte dos esforços diplomáticos do seu Governo nos bastidores para interromper as hostilidades.

Joe Biden também falou nesta quinta-feira com o Presidente egípcio, Abdel-Fattah el-Sissi, que desde o início assumiu a mediação do conflito, a quem disse ter agradecido.

"Estendo minha sincera gratidão ao Presidente el-Sissi e aos altos funcionários egípcios que desempenharam um papel muito importante nesta diplomacia", revelou Biden numa declaração de quatro minutos a partir da Casa Branca.

A Autoridade Palestiniana, que administra a Cisjordânia, e outros países do Médio Oriente também estiveram envolvidos nas discussões.

"Essas hostilidades resultaram na morte trágica de tantos civis, incluindo crianças, e envio minhas sinceras condolências a todas as famílias, israelitas e palestinianos, que perderam entes queridos, e minha esperança de uma recuperação total para os feridos", acrecentou o Presidente, quem reiterou que “os Estados Unidos apoiam totalmente o direito de Israel de defender-se contra ataques indiscriminados de mísseis do Hamas e de outros grupos terroristas com base em Gaza que tiraram a vida de civis inocentes em Israel. "

O Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, enviou duas delegações de segurança para os territórios israelita e palestiniano para converar com as duas partes.

A França havia divulgado uma resolução da ONU ampliando a pressão sobre os EUA para que o país exigisse um cessar-fogo e emitiu uma declaração conjunta com o Egipto e a Jordânia que “exortava as partes a concordarem imediatamente com um cessar-fogo”.

A maior escalada de violência na região nos últimos anos teve início no dia 10 e deixou pelo menos 244 mortos, sendo 232 em Gaza e 12 em Israel.

As Nações Unidas afirmam que mais de 72.000 palestinianos foram deslocados em Gaza.

As duas partes acusam-se mutuamente de ataques.

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