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Irão ameaça retaliar sanções dos EUA, após ultimato de Trump


Aiatola Ali Khamenei

O Irão disse neste sábado, 13 de Janeiro, que vai retaliar as novas sanções impostas pelos Estados Unidos, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dado um ultimato por mudanças no que chamou de “falhas desastrosas” no acordo nuclear com Teerão.

Na sexta-feira, Trump disse que adiaria pela última vez as sanções ao Irão para dar aos EUA e aos aliados europeus uma oportunidade de ajustar o acordo. Washington já impôs sanções ao chefe do Judiciário iraniano e a outras autoridades.

A Rússia, uma das partes envolvidas no acordo nuclear assinado com o Irão - ao lado de EUA, China, França, Reino Unido, Alemanha e outros membros da União Europeia -, classificou os comentários de Trump como “extremamente negativos”.

Na foto vê-se um míssil Ghadr-H na semana da Defesa, celebrada em Setembro na Praça Baharestan em Teerão, Irão.
Na foto vê-se um míssil Ghadr-H na semana da Defesa, celebrada em Setembro na Praça Baharestan em Teerão, Irão.

O ultimato pressiona os países europeus, que tiveram um papel fundamental na assinatura do acordo em 2015, a atender aos pedidos de Trump, que deseja reformar o pacto dentro 120 dias.

Apesar de manter a suspensão das sanções relacionadas ao acordo nuclear, Washington anunciou sanções contra 14 entidades e pessoas do Irão, incluindo o chefe do Poder Judiciário, aiatolá Sadeq Larijani, aliado próximo do líder supremo da nação, o aiatolá Ali Khamenei.

O ministro das Relações Exteriores do Irão, Mohammad Javad Zarif, descreveu as sanções contra Larijani como “acção hostil”, e afirmou que a medida “ultrapassou todas as linhas vermelhas de conduta da comunidade internacional, é uma violação da lei internacional e certamente será respondida com uma reação séria da República Islâmica”, sem citar qual seria a retaliação.

O chanceler havia afirmado no Twitter, mais cedo, que o acordo “não é renegociável” e que a atitude de Trump “é uma tentativa desesperada de minar um sólido acordo multilateral”.

O Irão diz que o seu programa nuclear tem fins pacíficos, e alega que vai cumprir o acordo caso as outras partes o respeitem. Mas alertou que “rasgará” o pacto caso Washington abandone o acordo.

Presidente Donald Trump
Presidente Donald Trump

Trump, que criticou duramente o pacto feito na gestão do antecessor Barack Obama, irritou-se por ter que manter mais uma vez a suspensão das sanções contra um país que vê como uma ameaça no Médio Oriente.

“Apesar da minha forte propensão, ainda não retirei os Estados Unidos do acordo nuclear iraniano”, disse Trump em comunicado, citando que as opções eram a reforma do pacto ou a saída dos EUA.

Reuters

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