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Imigrantes de países africanos em Israel libertados


immigrants deixaram a prisão de Saharonim, no deserto de Negueve

Decisão foi tomada pelo Tribunal Supremo e beneficiou mais de duas centenas

O Tribunal Supremo de Israel ordenou a libertação neste domingo, 15, de mais de 200 imigrantes de países africanos detidos numa prisão no sul de Israel.

Os juízes do tribunal decidiram na semana passada que caso o Governo de Benjamin Netanyahu não chegasse a um acordo com um país terceiro para receber esses imigrantes, eles teria de ser libertados hoje.

Os serviços de imigração anunciaram que as libertações foram feitas "em virtude de uma (recente) decisão da Suprema Corte" e porque "ainda estão em curso as negociações entre o Estado de Israel e um terceiro país" para receber os migrantes.

Cerca de 40 mil imigrantes estão em Israel em situação ilegal, na maioria sudaneses e eritreus.

O Governo de Netanyahu anunciou há meses que iria deportá-los para outros países, mas esta iniciativa tem sido muito criticada.

Há duas semanas, o primeiro-ministro recuou na sua decisão de fazer um acordo com a ONU para enviar cerca de metade dos imigrantes para países ocidentais, como Canadá, Itália e Alemanha que estavam dispostos a recebê-los e decidiu que serão distribuídos por todo o país, em vez continuarem concentrados no sul de Telavive, até encontrar uma solução definitiva.

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