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Ilham Tohti é Prémio Sakharov 2019


Intelectual está condenado à prisão perpétua por defender direitos dos uigures na China

O intelectual uigur Ilham Tohti, condenado à prisão perpétua na China por separatismo, é o vencedor do Prémio Sakharov de Liberdade de Pensamento.

A escolha incomoda Pequim, que já havia acusado o Parlamento Europeu de "apoiar o terrorismo".

"O Parlamento expressa todo o apoio ao seu trabalho e pede às autoridades chinesas que o libertem imediatamente", afirmou o presidente do Parlamento, David Sassoli, no plenário em Estrasburgo.

Durante mais de duas décadas, o intelectual trabalhou para promover o diálogo e a compreensão entre uigures e chineses, tendo criado o Uyghur Online, um sítio na internet que discute questões uigures.

Tohti, que também recebeu em Setembro passado o prémio Vaclav Havel do Conselho da Europa, faz parte da etnia uigur de maioria muçulmana e que constitui a principal população de Xinjiang, uma grande região do noroeste da China que é submetida a um drástico controlo policial.

A candidatura dele, defendida pela bancada liberal, irritou Pequim, que no início de Outubro acusou o Parlamento Europeu de "apoiar o separatismo e o terrorismo".

"Nas suas aulas elogiou publicamente como heróis extremistas que cometeram actos terroristas", afirmou na ocasião Ministério chinês das Relações Exteriores.

A candidatura de Tohti superou a de três activistas brasileiros, incluindo a vereadora assassinada Marielle Franco, e a de cinco jovens quenianas que lutam contra a mutilação genital.

A cerimónia de entrega do prémio acontecerá em Estrasburgo em 18 de Dezembro.

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